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Indústria musical dos EUA ultrapassa 100 milhões de assinaturas pagas em 2024

- Em 2024, EUA atingiram 100 milhões de assinaturas pagas em streaming. - Brasil arrecadou R$ 3 bilhões, com crescimento de 21,7% na indústria musical. - Streaming gerou 87,6% das receitas totais no Brasil, com forte avanço. - Vinil continua em alta, representando 75% da receita do formato físico nos EUA. - Concorrência no streaming aumenta, exigindo mais visibilidade para artistas.

A indústria musical dos Estados Unidos alcançou, em 2024, a marca histórica de 100 milhões de assinaturas pagas, conforme relatório da Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos (RIAA). As receitas totais do setor subiram 3%, atingindo US$ 17,7 bilhões em vendas no varejo, um aumento de US$ 500 milhões em relação a 2023. Os […]

A indústria musical dos Estados Unidos alcançou, em 2024, a marca histórica de 100 milhões de assinaturas pagas, conforme relatório da Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos (RIAA). As receitas totais do setor subiram 3%, atingindo US$ 17,7 bilhões em vendas no varejo, um aumento de US$ 500 milhões em relação a 2023. Os serviços de assinatura pagas representaram 79% da receita de streaming e quase dois terços da receita total. Contudo, o crescimento do streaming desacelerou, com um aumento de menos de quatro milhões de assinaturas em 2024, comparado a quase nove milhões entre 2020 e 2021.

No Brasil, a indústria musical também teve um desempenho notável, com arrecadação inédita de R$ 3 bilhões em 2024. O relatório anual da Pro-Música revelou que o faturamento total foi de R$ 3,486 bilhões, um crescimento de 21,7% em relação ao ano anterior. O Brasil manteve a nona posição entre os maiores mercados musicais do mundo, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). O avanço do streaming foi crucial, representando 99,2% das vendas e 87,6% das receitas totais do setor.

As plataformas digitais no Brasil geraram R$ 3,055 bilhões, com um aumento de 22,5% em comparação a 2023. As assinaturas de serviços como Spotify e Apple Music somaram R$ 2,077 bilhões, um crescimento de 26,9%. As receitas de streaming com publicidade também cresceram, alcançando R$ 479 milhões, enquanto vídeos musicais interativos movimentaram R$ 499 milhões, um aumento de 20,3%. Além disso, os direitos conexos de execução pública arrecadaram R$ 386 milhões, com um crescimento de 14,9%.

O mercado físico, embora pequeno, teve um desempenho positivo, com vendas de R$ 21 milhões, o maior faturamento desde 2017. O vinil, que se consolidou como o formato físico mais vendido, movimentou R$ 16 milhões, um crescimento de 45,6%. O presidente da Pro-Música Brasil, Paulo Rosa, destacou que o setor continua a crescer, impulsionado pela ampla disponibilidade de gravações musicais nas plataformas de streaming, que se tornam cada vez mais populares no Brasil.

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