João Luiz Woerdenbag Filho, conhecido como Lobão, celebra seus 50 anos de carreira com o projeto Luau Indoor, onde se apresenta apenas com voz e violão. O músico, de 67 anos, é um ícone do rock nacional, famoso por sucessos como “Me Chama” e “Vida Bandida”. Durante os shows, ele compartilha histórias marcantes, incluindo momentos […]
João Luiz Woerdenbag Filho, conhecido como Lobão, celebra seus 50 anos de carreira com o projeto Luau Indoor, onde se apresenta apenas com voz e violão. O músico, de 67 anos, é um ícone do rock nacional, famoso por sucessos como “Me Chama” e “Vida Bandida”. Durante os shows, ele compartilha histórias marcantes, incluindo momentos inusitados com Cazuza, como quando foram feitos reféns por assaltantes no Rio de Janeiro.
Em entrevista, Lobão comentou sobre a crescente conservação no Brasil e no mundo, atribuindo isso ao politicamente correto e ao fenômeno do cancelamento, que, segundo ele, limita a criatividade. O artista também expressou saudade da amizade com Cazuza, relembrando episódios divertidos e a importância de sua obra, que só foi reconhecida após sua morte, assim como a de Raul Seixas.
O músico criticou a atual cena musical e grandes festivais, como o Rock in Rio, que, segundo ele, não apoiam adequadamente os artistas brasileiros. Lobão revelou que, após um desentendimento com os Paralamas do Sucesso, a amizade foi restaurada após um acidente com Herbert, vocalista da banda. Ele também mencionou a dificuldade de navegar no cenário atual de streaming, onde a remuneração é baixa e a qualidade do som, inferior.
Por fim, Lobão abordou sua trajetória com as drogas, afirmando que se afastou delas em 1991, substituindo o vício pelo estudo e pela música. Ele também comentou sobre sua relação com a política, destacando sua experiência com o PT e a desilusão que sentiu ao longo dos anos, resultando em um afastamento de ambos os lados do espectro político.
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