A minissérie britânica “Adolescência”, disponível na Netflix, já é considerada uma das melhores produções de streaming de 2025, com quatro episódios de aproximadamente uma hora. A trama, que mistura elementos policiais e drama familiar, gira em torno de Jamie, um garoto de 13 anos acusado de assassinar uma colega de classe. O que realmente impressiona […]
A minissérie britânica “Adolescência”, disponível na Netflix, já é considerada uma das melhores produções de streaming de 2025, com quatro episódios de aproximadamente uma hora. A trama, que mistura elementos policiais e drama familiar, gira em torno de Jamie, um garoto de 13 anos acusado de assassinar uma colega de classe. O que realmente impressiona não é a premissa, mas a forma como a história é contada, utilizando plano-sequência, uma técnica que permite que as cenas sejam filmadas sem cortes, criando uma sensação de continuidade e urgência.
O primeiro episódio inicia com a chegada da polícia à casa de Jamie, seguindo os agentes em um movimento fluido até a delegacia, onde a tensão é palpável. A narrativa é intensificada por diálogos que revelam a passagem do tempo, como quando um personagem menciona que os policiais estão na casa há cerca de 20 minutos, o mesmo tempo de exibição do episódio até aquele ponto. Essa abordagem faz com que cada momento pareça se estender, ao mesmo tempo em que a ação avança rapidamente.
A série, coproduzida por Brad Pitt, aborda temas relevantes como bullying, as pressões sociais enfrentadas pelos adolescentes e os impactos das redes sociais. O elenco, que inclui Owen Cooper como Jamie e Stephen Graham como seu pai, é elogiado pela química e pela entrega nas performances. O diretor Philip Barantini e o roteirista Jack Thorne se uniram para criar uma narrativa que, embora fictícia, reflete preocupações contemporâneas sobre a juventude e suas dificuldades.
“Adolescência” já se tornou um fenômeno, sendo a série mais assistida na Netflix em 71 países, incluindo o Brasil. A técnica de filmagem em plano-sequência, similar à utilizada no filme “1917”, exige uma preparação meticulosa e uma equipe técnica altamente qualificada. A série não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre a fragilidade das relações familiares e a realidade dos jovens na era digital.
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