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Miriam Garlo revela como aprender a língua de sinais transformou sua visão de mundo

Miriam Garlo e Eva Libertad conquistam prêmios internacionais com "Sorda", um filme que aborda a maternidade sob a perspectiva de uma mulher surda.

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Miriam Garlo, uma atriz e fotógrafa de 40 anos, enfrentou desafios únicos ao considerar a maternidade, especialmente por ser sorda em uma sociedade predominantemente ouvinte. Ao compartilhar suas preocupações com sua irmã, a diretora Eva Libertad, surgiu a ideia de transformar essas reflexões em um filme. O resultado foi o curta-metragem “Sorda”, lançado em 2021, […]

Miriam Garlo, uma atriz e fotógrafa de 40 anos, enfrentou desafios únicos ao considerar a maternidade, especialmente por ser sorda em uma sociedade predominantemente ouvinte. Ao compartilhar suas preocupações com sua irmã, a diretora Eva Libertad, surgiu a ideia de transformar essas reflexões em um filme. O resultado foi o curta-metragem “Sorda”, lançado em 2021, que rapidamente conquistou prêmios em festivais internacionais, levando à criação de um longa-metragem que estreou no Festival de Cinema de Berlim em fevereiro de 2024, onde também foi premiado.

Garlo, que perdeu a audição aos sete anos, só aprendeu a usar a língua de sinais aos 30. Ela descreve esse período como um “inferno”, comparando-o a estar no armário como uma pessoa homossexual. Após uma depressão profunda, ela se reconectou com suas raízes em Murcia e começou a explorar sua identidade como membro da comunidade surda, o que a levou a uma nova fase de autodescoberta e felicidade.

O longa-metragem “Sorda” busca retratar a complexidade da maternidade, abordando as incertezas e medos que todas as mulheres enfrentam, enquanto normaliza a condição da surdez. Garlo enfatiza que a surdez é apenas uma parte da vida da protagonista, e não o foco principal da narrativa. A intenção é mostrar a riqueza da experiência de ser parte de uma comunidade surda, sem que o filme se torne um projeto didático ou panfletário.

Garlo destaca a importância de representar a surdez de forma autêntica, sem se limitar a estereótipos. Ela afirma que, embora seja uma atriz surda, seu trabalho é construir personagens complexos e não apenas refletir sua própria vida. A atriz espera que a visibilidade de personagens surdos em produções audiovisuais aumente, assim como ocorre com outras características, promovendo uma representação mais diversificada e inclusiva na indústria do entretenimento.

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