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Trilogia do Desejo ganha relançamento em cópia remasterizada com Carla Camurati como protagonista

"Onda nova" (1983) retorna às telonas em versão restaurada, relembrando a luta contra a censura e a importância da pornochanchada.

O filme “Onda Nova”, lançado em 1983 e dirigido por José Antonio Garcia e Ícaro Martins, será relançado em cópia restaurada e remasterizada em 4K. Considerado um clássico da pornochanchada, um subgênero de filmes eróticos brasileiros, o longa foi produzido pela Olympus Filme, uma das muitas produtoras da Boca do Lixo, conhecida por realizar filmes […]

O filme “Onda Nova”, lançado em 1983 e dirigido por José Antonio Garcia e Ícaro Martins, será relançado em cópia restaurada e remasterizada em 4K. Considerado um clássico da pornochanchada, um subgênero de filmes eróticos brasileiros, o longa foi produzido pela Olympus Filme, uma das muitas produtoras da Boca do Lixo, conhecida por realizar filmes de baixo orçamento com grande retorno financeiro. “Onda Nova” é parte da chamada “Trilogia do Desejo”, que inclui também “O Olho Mágico do Amor” e “A Estrela Nua”.

A trama gira em torno de Vera Gatta, interpretada por Carla Camurati, uma jovem de 17 anos que começa a trabalhar como secretária em uma sociedade de ornitologia. Ao rearranjar a decoração do local, Vera descobre um buraco na parede que dá acesso ao apartamento da prostituta Penélope, vivida por Tânia Alves. A história se complica quando Vera é violentada pelo cafetão de Penélope, levando-a a uma espiral de depressão e a um retorno ao voyeurismo, culminando em um confronto com o cafetão.

O filme também aborda o futebol feminino no Brasil, retratando as jogadoras do fictício Gayvotas Futebol Clube no ano em que a prática foi regulamentada, após décadas de proibição. O elenco conta com nomes como Regina Casé e Cristina Mutarelli, além de participações especiais de Caetano Veloso e do ex-jogador Walter Casagrande. “Onda Nova” enfrentou censura após sua exibição na Mostra de São Paulo, sendo alvo de críticas por suas cenas consideradas impróprias, como “exibição de pelos pubianos” e “carícias lésbicas”.

Outro aspecto intrigante do filme é a personagem Glorinha, também interpretada por Carla Camurati, que se torna dubladora de uma atriz que comete suicídio. Glorinha passa a ser assombrada por visões da falecida, lidando com suas próprias crises emocionais. A obra reflete a complexidade das relações humanas e os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade da época, além de trazer à tona questões de sexualidade e identidade.

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