Tarek Atoui, artista libanês nascido em 1980, explora o som de diversos materiais e objetos em sua obra. Em sua exposição “At-Tāriq”, no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, ele apresenta um ambiente sonoro que mistura tradições musicais árabes e berberes com música eletrônica contemporânea. O nome da mostra, que significa “o que vem da noite”, reflete […]
Tarek Atoui, artista libanês nascido em 1980, explora o som de diversos materiais e objetos em sua obra. Em sua exposição “At-Tāriq”, no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, ele apresenta um ambiente sonoro que mistura tradições musicais árabes e berberes com música eletrônica contemporânea. O nome da mostra, que significa “o que vem da noite”, reflete a busca de Atoui por novas experiências auditivas, utilizando instrumentos caseiros e gravações de arquivo.
A instalação transforma o espaço em uma série de majlis, tradicionais locais de encontro no norte da África, onde a música e a poesia são centrais. Cada majlis é equipado com butacas e cerâmicas, criando um ambiente propício para a escuta atenta. Atoui destaca que a música tradicional é um elemento vivo, em constante evolução, e busca integrar o antigo com o novo por meio de tecnologias digitais.
Formado como músico na França, Atoui se afastou da educação musical formal e se aproximou do conceito de arte sonora, influenciado por figuras como John Cage e Pauline Oliveros. Sua obra “The Reverse Collection” e outras iniciativas, como “The Whisperers”, demonstram seu interesse em criar experiências imersivas que desafiam a percepção do som e da escuta.
Desde sua participação na Bienal de Veneza em 2019, Atoui tem ganhado reconhecimento internacional. Ele acredita que o som é uma forma poderosa de conexão e reflexão, especialmente em tempos difíceis. A exposição em Madrid, que ficará aberta até 18 de maio, é apresentada como um espaço seguro, onde os visitantes podem se imergir em uma experiência sensorial que transcende as preocupações cotidianas.
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