O Corredor Vasariano, um túnel aéreo construído em 1565 por Giorgio Vasari, foi reaberto ao público após oito anos de restauração. Este passadizo, que conecta o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, foi criado a pedido de Cosimo I de Medici para facilitar sua movimentação pela cidade sem ser visto. Durante a Segunda Guerra Mundial, os […]
O Corredor Vasariano, um túnel aéreo construído em 1565 por Giorgio Vasari, foi reaberto ao público após oito anos de restauração. Este passadizo, que conecta o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, foi criado a pedido de Cosimo I de Medici para facilitar sua movimentação pela cidade sem ser visto. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas destruíram a maioria dos pontes de Florença, mas o Ponte Vecchio foi preservado, possivelmente devido a um ato de sabotagem de um morador local.
A reabertura do corredor, que possui 750 metros de extensão, permite que visitantes explorem sua arquitetura e história. O acesso é feito por grupos reduzidos, com ingressos a partir de R$ 43, que incluem a entrada no museu. O espaço, que antes era utilizado para armazenar obras da coleção dos Medici, agora se apresenta vazio, mantendo sua aparência original. Durante a visita, os turistas podem observar janelas que oferecem vistas únicas da cidade.
O Corredor Vasariano também possui um significado simbólico, representando o poder e a influência dos Medici, que governaram Florença por três séculos. A construção do túnel foi inspirada por outras passagens aéreas da época, como o Passetto, que liga o Vaticano ao Castel Sant’Angelo. O projeto foi realizado em um tempo recorde de nove meses, demonstrando a urgência de Cosimo I em impressionar seus convidados durante um casamento importante.
Além de sua função histórica, o corredor também carrega uma memória trágica. Um espaço no início do passadizo marca o local onde uma bomba da máfia explodiu em maio de 1993, resultando na morte de cinco pessoas e danos a obras de arte. A reabertura do Corredor Vasariano é parte de um esforço maior para revitalizar os Uffizi, com o novo diretor, Simone Verde, buscando restaurar a identidade histórica do museu e remover obstáculos, como uma grua que está presente na praça desde 2006.
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