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MoMA escolhe Christophe Cherix como diretor, mas a diversidade continua em xeque

Museu de Arte Moderna de Nova York enfrenta críticas após nomeação de Christophe Cherix, perpetuando a falta de diversidade na liderança.

O anúncio da nomeação de Christophe Cherix como novo diretor do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) gerou discussões sobre a diversidade na liderança das instituições artísticas da cidade. Atualmente, entre os quatro maiores museus de Nova York, apenas o Guggenheim é dirigido por uma mulher, enquanto MoMA, o Metropolitan Museum of Art […]

O anúncio da nomeação de Christophe Cherix como novo diretor do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) gerou discussões sobre a diversidade na liderança das instituições artísticas da cidade. Atualmente, entre os quatro maiores museus de Nova York, apenas o Guggenheim é dirigido por uma mulher, enquanto MoMA, o Metropolitan Museum of Art e o Whitney Museum são liderados por homens brancos. A situação se repete em outras instituições, com a maioria das direções ocupadas por homens brancos, evidenciando a falta de diversidade no topo.

Cherix, que tem uma longa trajetória no MoMA, onde atua há quase 20 anos, foi escolhido após um processo que incluiu entrevistas com candidatos externos. Sua experiência como curador e sua habilidade em arrecadar fundos foram destacadas como pontos positivos para a nova posição. O ex-diretor Glenn Lowry ressaltou que Cherix possui ideias próprias, mas a escolha de um candidato interno sem experiência anterior como diretor surpreendeu alguns analistas, que esperavam uma mudança mais significativa.

A nomeação de Cherix também levanta questões sobre a continuidade de uma tradição que, desde a fundação do MoMA em 1929, sempre teve diretores homens brancos. A publicação de um livro sobre as mulheres que contribuíram para a história do museu, embora tenha sido um passo positivo, não se traduziu em uma mudança na liderança. A expectativa era que a nova direção pudesse refletir uma maior inclusão e diversidade, mas a escolha de Cherix parece manter o status quo.

A situação em Nova York é um reflexo de um padrão mais amplo observado em museus de outras grandes cidades dos Estados Unidos, onde a diversidade na liderança ainda é uma questão em aberto. A nomeação de Cherix, embora celebrada por sua experiência, é vista por muitos como uma oportunidade perdida para promover uma mudança significativa na representação e na visão das instituições artísticas.

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