O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional e foi visto por mais de cinco milhões de pessoas no Brasil. Agora, ele pode ser assistido no Globoplay e ajudou a vender mais cópias do livro com o mesmo nome, escrito por Marcelo Rubens Paiva, que conta a história de sua família. No entanto, o filme não mostra tudo que está no livro. A obra literária fala mais sobre a vida de Eunice Paiva e seus filhos após o desaparecimento de Rubens Paiva.
O livro traz informações importantes, como a luta de Eunice contra o Alzheimer, que é mencionada de forma mais sutil no filme. Marcelo descreve como teve que tomar decisões para sua mãe, dizendo que se sentia como se fosse a mãe dela. Além disso, ele relata a tortura que seu pai sofreu no DOI-Codi, incluindo momentos difíceis, como quando ele pedia água e repetia seu nome. Essas partes foram retiradas do filme a pedido da família.
Marcelo também fala sobre sua infância e juventude, que não aparecem no filme. O livro detalha as mudanças na vida da família ao longo dos anos, incluindo onde moraram. A obra é um registro importante sobre a busca por justiça pela morte de Rubens, incluindo processos judiciais que foram retomados recentemente. O autor menciona que o processo contra os militares responsáveis pela morte de seu pai foi iniciado em 2014 e estava parado desde 2018, mas foi reavaliado pelo Supremo Tribunal Federal após o lançamento do filme. A obra de Marcelo Rubens Paiva complementa a história do filme e serve como um importante documento histórico.
O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional e atraiu mais de cinco milhões de espectadores no Brasil. Agora disponível no Globoplay, o longa também impulsionou as vendas do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que narra a história de sua família. No entanto, a adaptação cinematográfica não abrangeu todos os aspectos da obra literária, que explora mais a fundo a vida de Eunice Paiva e seus filhos após o desaparecimento de Rubens Paiva.
O livro revela detalhes significativos, como a luta de Eunice contra o Alzheimer, que é abordada de forma mais sutil no filme. Marcelo descreve sua experiência ao assumir as decisões da mãe, afirmando: “Eu virava mãe da minha mãe”. Além disso, o autor relata a tortura sofrida por Rubens Paiva no DOI-Codi, incluindo momentos impactantes, como o pedido de água e a repetição de seu nome. Essas cenas foram excluídas do filme a pedido da família, aceito por Salles.
Marcelo também narra episódios da infância e juventude, que não foram explorados na tela. O livro detalha as mudanças na vida da família Paiva ao longo das décadas, incluindo suas residências em diferentes cidades. A obra possui um caráter denunciatório, reunindo documentos e depoimentos sobre a busca por justiça em relação à morte de Rubens, incluindo processos judiciais que foram retomados recentemente.
O autor menciona que o processo contra os militares responsáveis pela morte de seu pai foi oferecido em dois mil e quatorze e estava parado desde dois mil e dezoito. Após o lançamento do filme, o caso foi reavaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do ano passado. A obra de Marcelo Rubens Paiva, portanto, não apenas complementa a narrativa do filme, mas também serve como um importante registro histórico e de luta por justiça.
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