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Geni e o Zepelim gera polêmica ao escalar atriz cis para papel de personagem transgênero

Polêmica marca a adaptação de "Geni e o Zepelim" ao cinema, com críticas à escolha de Thainá Duarte para o papel de Geni. A diretora Anna Muylaert defende a decisão, mas se mostra aberta a reconsiderar a escalação se a sociedade exigir uma interpretação trans.

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A adaptação da canção “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, para o cinema gerou polêmica ao escalar Thainá Duarte, uma atriz cisgênero, para o papel de Geni, que é tradicionalmente visto como uma travesti ou mulher trans. A diretora Anna Muylaert defendeu a escolha, afirmando que a identidade de gênero da personagem não será o foco do filme e que a história pode ser interpretada de várias maneiras. Ela explicou que a decisão de não manter a identidade trans de Geni foi baseada na preocupação com o “lugar de fala” da equipe. Muylaert também se mostrou aberta a reconsiderar a escalação se a sociedade exigir uma interpretação trans. A escolha gerou reações divididas, com críticas sobre a falta de representatividade para pessoas trans na mídia. O filme contará a história de Geni, uma prostituta em uma cidade ribeirinha da Amazônia, e terá Seu Jorge no elenco como o comandante. A data de estreia ainda não foi anunciada.

Polêmica na adaptação de “Geni e o Zepelim” por escalação de atriz cis

A adaptação para o cinema da canção “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, gerou debate após a escolha de Thainá Duarte para o papel principal. A personagem, tradicionalmente interpretada como travesti ou mulher trans, será vivida por uma atriz cisgênero no novo filme.

A diretora Anna Muylaert defendeu a decisão, explicando que a identidade de gênero de Geni não será o foco central da trama. Ela ressaltou que a canção e o conto de Guy de Maupassant que a inspirou permitem múltiplas interpretações.

Diretora abre espaço para reconsideração

Muylaert afirmou que a escolha de uma atriz cis foi motivada pela preocupação com o “lugar de fala” da equipe e pela possibilidade de explorar outras narrativas. No entanto, a diretora se mostrou aberta a reconsiderar a escalação caso haja demanda da sociedade.

“Se a sociedade achar que, em 2025, Geni só pode ser interpretada como trans, vamos repensar o filme”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

Reações divididas e debate acalorado

A declaração da diretora reacendeu o debate sobre a representatividade e o apagamento de pessoas trans na mídia. A atriz Camila Pitanga criticou a escolha, argumentando que ela serve ao “apagamento doloroso de mulheres trans”.

A cantora Liniker também se manifestou, destacando que o debate expõe a falta de acolhimento do Brasil aos corpos e trajetórias trans. Já a escritora Eliana Alves Cruz relembrou o impacto da personagem na conscientização sobre a transexualidade.

Sinopse e elenco do filme

Inspirado na canção de Chico Buarque, o filme narra a história de Geni, uma prostituta que vive em uma cidade ribeirinha na Amazônia. A trama se desenrola com a chegada de um comandante tirânico em um zepelim, que ameaça a região.

Além de Thainá Duarte, o ator Seu Jorge também integra o elenco, no papel do comandante. A produção é da Midgal Filmes, em parceria com a Paris Entretenimento e Globo Filmes. A data de estreia ainda não foi divulgada.

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