O cantor mexicano Luis R Conriquez enfrentou protestos e cancelamentos em um show em Texcoco, onde não pôde cantar suas músicas mais conhecidas devido a uma nova lei que proíbe a execução de narcocorridos. Durante a apresentação, ele foi vaiado e objetos foram jogados no palco. Após o incidente, Conriquez anunciou que mudará suas letras para evitar conteúdo explícito e se prepara para uma turnê nos Estados Unidos, onde poderá se apresentar livremente. Ele recebeu apoio de fãs e colegas artistas. A proibição de narcocorridos existe no México desde a década de 1970 e atualmente dez estados têm restrições. O governo mexicano lançou um concurso para promover músicas que não glorifiquem a violência, enquanto Conriquez já havia sido multado anteriormente por cantar um corrido em Chihuahua.
Protestos e mudanças de letras marcam trajetória de cantor de narcocorridos
O cantor mexicano Luis R Conriquez enfrentou protestos e cancelamentos após seguir regras que proíbem a execução de narcocorridos em shows no Estado do México. O incidente ocorreu em Texcoco, cidade a cerca de 24 quilômetros da capital, onde o artista interrompeu a apresentação após vaias e objetos arremessados ao palco.
Conriquez, pioneiro do subgênero *corridos bélicos*, explicou à plateia que não poderia cantar suas músicas mais populares devido às regulamentações locais, que visam proibir expressões que glorifiquem a violência. A lei foi implementada em Texcoco no dia 9 de abril.
O artista recebeu apoio de colegas e fãs após o tumulto. Ele anunciou que alterará as letras de suas músicas para evitar conteúdo explícito e se prepara para uma turnê nos Estados Unidos, onde poderá cantar livremente.
Restrições se espalham pelo México e EUA
A proibição de narcocorridos, canções que frequentemente mencionam chefes do tráfico ou figuras de cartéis, existe no México desde a década de 1970. Atualmente, dez dos 32 estados mexicanos implementaram proibições ou limitações à transmissão de *corridos* em espaços públicos.
Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA cancelou os vistos de trabalho e turismo do grupo mexicano Los Alegres del Barranco após exibirem imagens do líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) durante um show.
Artistas reagem às proibições
O governo mexicano lançou o concurso binacional “México Canta”, que busca promover músicas que evitem a glorificação da violência. O presidente Claudia Sheinbaum afirmou que não é a favor de proibições, mas que seu governo continuará a promover uma cultura de paz.
Conriquez, que já pagou uma multa de 850 mil pesos (aproximadamente R$ 170 mil) por cantar um *corrido* em Chihuahua, declarou que se adaptará às novas regras, alterando as letras de suas músicas para evitar conteúdo explícito.
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