A personagem Aldeíde, da novela “Vale Tudo”, tem se destacado pelo seu estilo monocromático, que irrita seu chefe, Marco Aurélio. Em uma cena recente, ele ficou incomodado com o visual todo roxo dela, levantando questões sobre liberdade de expressão e dress code no trabalho. A figurinista Carla Garan explica que a moda monocromática surgiu após a guerra, simbolizando elegância e autoconfiança. Ela destaca que usar tons semelhantes pode modernizar o visual e que Aldeíde escolhe cores vibrantes para mostrar sua personalidade, contrastando com o ambiente mais sério do escritório. A figurinista Marie Salles, responsável pelo figurino, é elogiada por essa construção de personagem, que também ajuda a alongar a silhueta.
Estilo de Aldeíde em “Vale Tudo” irrita Marco Aurélio e gera debate
A personagem Aldeíde, interpretada por Karine Teles, tem chamado atenção na novela “Vale Tudo” da TV Globo, não apenas por sua atuação, mas também pelo estilo monocromático que incomoda seu chefe, Marco Aurélio, vivido por Alexandre Nero. A escolha de looks em tons únicos tem gerado reações intensas e discussões nas redes sociais.
Em cena exibida na terça-feira, 15, o empresário expressou sua irritação com o visual todo roxo da secretária, demonstrando um limite para a ousadia fashion no ambiente de trabalho. A repercussão do momento reacendeu o debate sobre a liberdade de expressão e os códigos de vestimenta no ambiente corporativo.
A figurinista e consultora de imagem Carla Garan explica que a “moda monocromática” tem raízes históricas no pós-guerra, quando houve uma busca por renovação estética em relação aos uniformes. A especialista ressalta que o estilo, antes comum em uniformes de secretárias, transmite elegância, autoconfiança e respeito.
Segundo Carla Garan, o uso de tons sobre tons dentro da mesma paleta de cores é uma forma de modernizar o visual monocromático. Ela destaca a praticidade e a versatilidade do estilo, que não se limita a tendências sazonais e pode ser adotado por qualquer pessoa.
A escolha das cores vibrantes por Aldeíde reflete sua personalidade mais agitada e contrasta com o ambiente cinzento do escritório, onde predominam os homens e colegas mais conservadores. A figurinista Marie Salles, responsável pela caracterização da personagem, é elogiada por Carla Garan pela construção do figurino.
A especialista enfatiza que a ideia de brincar com o vestuário de Aldeíde provavelmente surgiu da própria Marie Salles, a partir da sinopse da novela. O estilo monocromático também pode ter o efeito de alongar a silhueta, disfarçando imperfeições físicas.
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