A personagem Maria de Fátima, da novela “Vale Tudo”, gerou polêmica ao mencionar Tranca Rua, uma figura da Umbanda, de forma negativa. A fala dela, que ocorreu em uma cena recente, foi vista como intolerante e provocou reações nas redes sociais, com críticas à escolha da roteirista Manuela Dias. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão das vilãs, outros lembram que a autora é adepta do candomblé e que a menção a Tranca Rua pode reforçar preconceitos. A situação também trouxe à tona um caso recente da cantora Ludmilla, que enfrentou críticas por uma frase sobre Tranca Rua em seu show, destacando a sensibilidade em torno da intolerância religiosa.
Personagem de “Vale Tudo” gera polêmica com menção a entidade da Umbanda
A vilã Maria de Fátima, interpretada por Bella Campos na novela “Vale Tudo”, causou controvérsia ao se referir ao Tranca Rua, figura da Umbanda, de forma pejorativa. A cena, exibida na quinta-feira, dia 17, gerou acusações de intolerância religiosa e debate sobre liberdade de expressão.
Durante uma conversa sobre César (Cauã Reymond), a personagem declarou: “Quero nem falar desse atraso de vida. Se Deus quiser, eu nunca mais encontro esse Tranca Rua na minha frente”. A fala foi interpretada por muitos como uma tentativa de demonizar a crença, já que não foi questionada no contexto da cena.
A menção gerou reações no X, antigo Twitter, onde o ex-BBB Andre Gabeh acusou a TV Globo de promover conteúdo evangélico, em referência aos protagonistas da próxima novela das sete, “Dona de Mim”. Outros usuários criticaram a escolha da roteirista Manuela Dias, questionando a necessidade de usar o nome de uma entidade religiosa frequentemente alvo de preconceito.
Defesa da liberdade artística e contexto da personagem
A cena também teve defensores, que argumentaram que vilãs devem expressar opiniões questionáveis. Alguns espectadores compararam a fala de Maria de Fátima com falas mais pesadas da personagem Odete, da versão original de “Vale Tudo”. Outros lembraram que a roteirista Manuela Dias é adepta do candomblé.
Em entrevista à revista Marie Claire, a autora frisou sua ligação com o candomblé e sua admiração pela Bíblia. A personagem Tranca Rua é um agrupamento de exus responsável pela limpeza astral e proteção dos fiéis, sendo frequentemente associado a figuras demoníacas por equívoco.
Caso recente de Ludmilla reacende debate
A polêmica reacendeu o debate sobre intolerância religiosa, lembrando o caso da cantora Ludmilla, acusada em 2024 de intolerância religiosa ao exibir uma imagem com a frase “só Jesus expulsa o Tranca Rua das pessoas” em seu show no festival Coachella, na Califórnia. A discussão demonstra a sensibilidade em torno do tema e a importância de representações cuidadosas em obras de ficção.
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