O filme “Geni e o Zepelim” está gerando polêmica por escalar a atriz cisgênero Thainá Duarte para o papel da travesti Geni. A escolha foi criticada por muitos, que apontaram a prática de “transfake”, onde atores cis interpretam personagens trans. A diretora Anna Muylaert defendeu a decisão, dizendo que a obra permite várias interpretações e que a produção optou por uma versão “cis amazônica”. No entanto, artistas como Liniker e Camila Pitanga se manifestaram contra essa escolha, ressaltando a importância de dar espaço a atrizes trans e destacando que existem profissionais capacitadas para o papel. Liniker afirmou que é necessário abrir oportunidades para atrizes trans, enquanto Pitanga falou sobre o “apagamento doloroso” que essa escolha representa. Muylaert questionou se, no futuro, apenas mulheres trans poderiam interpretar a personagem, levantando um debate sobre representatividade na indústria do cinema.
Filme “Geni e o Zepelim” é criticado por escolha de atriz cis para papel de travesti
O filme “Geni e o Zepelim”, inspirado na música de Chico Buarque e no conto “Bola de Seda”, enfrenta polêmica pela escolha da atriz cisgênero Thainá Duarte para interpretar a travesti Geni. A acusação de “transfake” – prática de atores cis interpretando personagens trans – ganhou destaque após o anúncio do elenco.
A diretora Anna Muylaert defendeu a decisão, alegando que a letra da canção e a obra original de Guy de Maupassant permitem múltiplas interpretações. Ela argumentou que a produção optou por uma versão “cis amazônica” com Thainá Duarte.
A justificativa gerou reações negativas de artistas como Liniker e Camila Pitanga. Liniker criticou a falta de oportunidades para atrizes trans, ressaltando a existência de profissionais capacitadas para o papel. “É por espaço e oportunidade que nos posicionamos, por termos atrizes trans que poderiam dar vida a essa personagem icônica”, escreveu a cantora.
Camila Pitanga também se manifestou sobre o “apagamento doloroso” de mulheres trans. A atriz alertou para o uso do argumento da liberdade de expressão para justificar a escolha, destacando a importância de considerar o impacto da decisão. “São poucos personagens com esse protagonismo. É uma escolha que fere”, declarou.
Muylaert questionou se, em 2025, a personagem Geni só poderia ser interpretada por uma mulher trans. A diretora levantou a discussão sobre a necessidade de repensar o filme diante da reação da comunidade trans. A polêmica reacende o debate sobre representatividade e a importância de dar visibilidade a artistas trans na indústria audiovisual.
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