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Os Satyros estreia ‘Peça para Salvar o Mundo’ com avatar e crítica à tecnologia

A companhia Os Satyros estreia "Peça para Salvar o Mundo", unindo arte e tecnologia com um avatar em cena, refletindo sobre o futuro da humanidade.

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A companhia Os Satyros estreou a peça “Peça para Salvar o Mundo”, que usa um avatar em vez de atores para discutir a relação entre tecnologia e humanidade. A montagem é inspirada no “Manifesto Tecnofágico”, que busca refletir sobre como a tecnologia pode ser integrada à vida humana. O avatar interage com o público para coletar ideias sobre problemas globais, como epidemias e crises climáticas. Rodolfo García Vázquez, um dos fundadores do grupo, afirma que é importante dominar a tecnologia em vez de ser dominado por ela. A companhia já trabalha com tecnologia no teatro desde 2009 e a peça será apresentada até 29 de maio no Espaço dos Satyros em São Paulo, com ingressos a R$ 60,00 e classificação etária de 14 anos.

Companhia Os Satyros estreia peça com avatar e propõe diálogo sobre tecnologia e humanidade

São Paulo – A companhia Os Satyros estreia nesta quarta-feira (23) a peça “Peça para Salvar o Mundo”, inspirada no “Manifesto Tecnofágico”, que propõe uma reflexão crítica sobre a relação entre tecnologia e a potência humana. A montagem inova ao substituir os atores por um avatar, manipulado em tempo real.

A iniciativa surge como uma releitura do “Manifesto Antropófago” de Oswald de Andrade, de 1928, que propunha a apropriação e transformação de influências culturais estrangeiras em algo genuinamente brasileiro. O grupo busca, com o novo manifesto, questionar a expansão tecnológica e reafirmar a importância da criatividade humana.

No palco, o avatar interage com o público, colhendo ideias e informações para encontrar soluções para problemas globais como epidemias, crise climática e guerras. A atriz Mariana Leme, fora de cena, e o designer Thiago Capella, da Circulus Ópera, são responsáveis pela manipulação do avatar e pela transcodificação dos movimentos e sons.

“Se a gente não tiver uma relação com a tecnologia, ela vai nos engolir. Então, temos que engolir ela antes”, afirma Rodolfo García Vázquez, um dos fundadores do grupo e idealizador da peça. Ele defende que a tecnologia não deve ser negada, mas sim integrada à vida humana.

A companhia Os Satyros já explora a parceria com o mundo digital desde 2009, com pesquisas sobre o potencial das tecnologias para a estética do teatro. A encenação com avatar é mais um passo nessa jornada, que inclui experiências com celulares, internet e salas de bate-papo em peças anteriores.

A peça será apresentada no Espaço dos Satyros, na praça Roosevelt, região central de São Paulo, de quarta a sábado, às 20h30, até 29 de maio. Os ingressos custam R$ 60,00 (inteira) e a classificação etária é de 14 anos.

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