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Audrey Diwan apresenta nova visão sobre sexualidade feminina em “Emmanuelle” 2024

A nova versão de "Emmanuelle" traz uma visão contemporânea da sexualidade feminina, focando na vulnerabilidade da protagonista.

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O filme “Emmanuelle” ganhou uma nova versão, dirigida por Audrey Diwan, que traz uma visão atual sobre a sexualidade feminina, focando na vulnerabilidade da protagonista. Diwan, que também escreveu o roteiro, busca um olhar mais autêntico e menos fetichista sobre o tema. Ela se inspirou em discussões contemporâneas sobre erotismo e prazer, descrevendo o filme como uma jornada de autodescoberta. A escolha de Noémie Merlant para o papel principal foi importante, pois a diretora percebeu que ela trazia uma energia especial. Diwan enfatizou a necessidade de tratar as cenas de sexo com sensibilidade, comparando a escrita dessas cenas a descrever um jantar. Ela espera que o público veja além das expectativas ligadas ao nome “Emmanuelle” e entenda que o filme aborda questões que vão além do gênero, convidando todos a acompanhar a jornada da protagonista.

Cinco décadas separam a versão original de “Emmanuelle”, lançada em mil novecentos e setenta e quatro, da nova adaptação dirigida por Audrey Diwan. A cineasta, vencedora do Leão de Ouro por “O acontecimento” (2021), apresenta uma visão contemporânea da sexualidade feminina, focando na vulnerabilidade da protagonista.

Diwan, que assina o roteiro ao lado de Rebecca Zlotowski, busca um olhar menos fetichista e mais autêntico sobre a sexualidade feminina. Em entrevista ao jornal O GLOBO, a diretora explicou que a nova versão foi inspirada em discussões atuais sobre erotismo e prazer. “É uma jornada à vulnerabilidade”, afirmou.

A escolha de Noémie Merlant para o papel principal foi decisiva. Diwan inicialmente pensou em Léa Seydoux, mas ao conhecer Merlant, percebeu que ela trazia uma energia vital. “Ela me disse que, como Emmanuelle, também passou por momentos em que não conseguia sentir nada”, revelou a diretora.

Cenas de sexo são um elemento central do filme. Diwan destacou a importância de abordá-las com sensibilidade. “Se você escreve sobre um jantar, detalha o que acontece. No erotismo, muitas vezes se escreve ‘agora eles fazem sexo’, o que se torna sem sentido”, explicou. A diretora enfatizou que as conversas sobre sexo facilitaram as filmagens.

Diwan espera que o público supere as expectativas ligadas ao nome “Emmanuelle”. “O filme é sobre uma mulher que se sente desconectada de seu corpo”, disse. Ela acredita que a obra aborda questões geracionais que vão além do gênero e convida os espectadores a embarcarem na jornada da protagonista.

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