Fattú Djakité, artista e ativista de direitos humanos, lançou o single “Badjuda Bonita”, que fala sobre autocuidado como um ato de resistência. A música desafia padrões de beleza e valoriza novas vozes femininas na música de Cabo Verde. Nascida na Guiné-Bissau e criada em Cabo Verde, Djakité canta em português e criollo, celebrando sua herança africana. Em “Badjuda Bonita”, ela propõe um desafio de 21 dias para mulheres cuidarem de si mesmas, afirmando que isso é essencial, especialmente em contextos onde o casamento infantil ainda acontece. Com cabelos em rastas, Djakité defende a beleza africana e critica os padrões estéticos europeus. Ela também menciona sua experiência como refugiada e a música “Refugiado di Guerra”, que aborda essa realidade. Djakité destaca a importância de dar espaço a novas artistas como Zubikilla Spencer e Soraia Ramos. Sua maternidade e ativismo estão ligados à sua música, que busca transmitir o amor pela cultura africana para seus filhos, mesmo que nunca tenham estado na Guiné-Bissau.
Fattú Djakité, artista e ativista de direitos humanos, lançou recentemente o single “Badjuda Bonita”, que promove o autocuidado como um ato revolucionário. A música destaca a importância de desafiar normas estéticas e valoriza novas vozes femininas na cena musical de Cabo Verde.
Nascida em Guinea-Bissau e criada em Cabo Verde, Djakité utiliza sua música para celebrar sua herança africana. Ela canta em português, criollo de Cabo Verde e criollo de Guinea-Bisáu. Em “Badjuda Bonita”, a artista propõe um desafio de 21 dias para que mulheres estabeleçam rotinas de autocuidado, enfatizando que isso é uma forma de resistência, especialmente em contextos onde práticas como o casamento infantil ainda ocorrem.
Djakité, que se apresenta com cabelos em rastas, afirma que sua estética é uma reivindicação da beleza africana. Ela critica a predominância de padrões estéticos europeus em Cabo Verde e defende que sua presença é uma afirmação de identidade. A artista destaca que “cuidar de si mesma não é egoísmo, mas uma necessidade”.
A música de Djakité é uma fusão de influências, refletindo sua vivência como refugiada. Ela menciona que, embora não tenha vivido a guerra, a experiência de ser chamada de “refugiada” a marcou profundamente. A canção “Refugiado di Guerra”, em colaboração com o artista brasileiro Emicida, aborda essa realidade.
Novas vozes femininas na música de Cabo Verde também são mencionadas por Djakité. Ela cita artistas como Zubikilla Spencer e Soraia Ramos, que estão ganhando destaque. Para Djakité, é fundamental que essas vozes tenham mais oportunidades para brilhar na cena musical.
A artista destaca que sua maternidade e ativismo estão intrinsecamente ligados à sua música. Desde seu primeiro disco, Djakité busca transmitir aos filhos o amor pela cultura africana, mesmo que nunca tenham estado em Guinea-Bissau. A música, para ela, é um meio de conectar gerações e reafirmar identidades.
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