A exposição “Andy Warhol: Pop Art!” foi aberta em São Paulo e apresenta 600 obras do artista. A mostra discute como a arte de Warhol se relaciona com as tecnologias de inteligência artificial, que mudam a forma como as imagens são criadas e a ideia de autoria. Warhol foi um dos primeiros a usar computadores na arte, começando nos anos 80, e um exemplo disso foi sua apresentação ao vivo no Lincoln Center, onde coloriu um retrato da cantora Debbie Harry com um computador. Embora o vídeo dessa apresentação não esteja na exposição por questões de direitos autorais, a relevância de Warhol continua forte, especialmente agora que plataformas de IA, como Midjourney e Runway, geram novas imagens a partir de dados. A obra de Warhol questiona o valor das imagens, mostrando que elas ganham importância pela sua circulação. Ele já antecipava um mundo onde a imagem é uma ferramenta de poder. A curadoria da exposição busca misturar design gráfico e arte, desafiando as fronteiras entre diferentes formas de expressão.
A exposição “Andy Warhol: Pop Art!” foi inaugurada em São Paulo, apresentando 600 obras do artista. A mostra explora a relação entre a obra de Warhol e as tecnologias de inteligência artificial generativa, que transformam a autoria e a produção de imagens.
Warhol, ícone da pop art, foi um dos primeiros a utilizar computadores na arte, começando nos anos 80. Um marco foi sua apresentação ao vivo no Lincoln Center, onde coloriu o retrato da cantora Debbie Harry usando um computador Amiga 1000. As imagens dessa noite, recuperadas em 2014, revelam a inovação de Warhol ao programar a aparência da imagem.
A curadora da exposição, Priscyla Gomes, destaca que a mostra não inclui o vídeo da apresentação, pois o Museu Andy Warhol não possui os direitos de reprodução. No entanto, quatro décadas depois, a relevância de Warhol se mantém, especialmente em um contexto onde plataformas de IA, como Midjourney e Runway, produzem novas imagens a partir de dados existentes.
A obra de Warhol questiona a singularidade da imagem, mostrando que seu valor reside na circulação e na repercussão em um ecossistema midiático. Ele descentralizou a autoria, um conceito que ecoa nas práticas contemporâneas de criação com inteligência artificial, onde a autoria se distribui entre humanos e algoritmos.
A exposição também provoca reflexões sobre a produção social de dados e os vieses presentes nas tecnologias atuais. Warhol, ao transformar ícones em dados, anteviu um mundo onde a imagem é um dispositivo de poder, moldando a percepção pública. A curadoria busca unir design gráfico e arte, desafiando as fronteiras entre diferentes formas de expressão.
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