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Audrey Diwan fala sobre liberdade criativa em nova versão de Emmanuelle e seu erotismo cinematográfico

Audrey Diwan revela sua visão inovadora para "Emmanuelle", explorando sexualidade e vulnerabilidade em um cenário sensual em Hong Kong.

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Audrey Diwan foi convidada para refazer o filme “Emmanuelle”, um clássico erótico de 1974, mas não gostou da versão original e quase recusou o projeto, pois não se via como parte do público-alvo. Após refletir, ela encontrou uma nova forma de abordar a personagem, focando em sua sexualidade e vulnerabilidade, e ressaltou a importância de Hong Kong como um cenário sensual que combina tradição e modernidade. Diwan também falou sobre a relação entre Emmanuelle e Zelda, uma acompanhante, e considerou a sexualidade da protagonista como fluida. Ao ler o livro que inspirou o filme, ela se questionou se o erotismo poderia ser uma linguagem cinematográfica moderna e decidiu que precisava de liberdade criativa total para sua versão. A diretora quer criar uma atmosfera erótica que vai além do ato sexual, enfatizando a conexão emocional e a vulnerabilidade. Ela optou por não mostrar uma intimidade direta entre Emmanuelle e Kei, o que permite ao público explorar novas formas de conexão. Diwan recomendou filmes como “How to Have Sex”, “Shame” e “Lady Chatterley” para quem quer entender mais sobre sexualidade feminina. O novo “Emmanuelle” será exibido em várias cidades do Brasil entre 24 e 30 de abril, durante o Festival de Cinema Europeu Imovision.

Audrey Diwan foi convidada para refazer Emmanuelle, clássico erótico de 1974, e expressou seu descontentamento com a versão original. Em entrevista ao Omelete, a cineasta revelou que quase recusou o projeto, afirmando que não se sentia parte do público-alvo do filme.

Após hesitar, Diwan encontrou uma nova abordagem para a personagem, focando na sexualidade e vulnerabilidade. Ela destacou a importância de Hong Kong como um cenário sensual, afirmando que a cidade traz uma mistura de tradição e modernidade, ideal para a narrativa. A cineasta também discutiu a relação entre Emmanuelle e Zelda, uma acompanhante, e considerou a sexualidade da protagonista como fluida.

Diwan mencionou que, ao ler o livro que inspirou o filme, questionou se o erotismo poderia ser uma linguagem cinematográfica contemporânea. Ela decidiu que, para sua versão, precisava de liberdade criativa total. “Acho que encontrei minha Emmanuelle”, disse, referindo-se a uma personagem que enfrenta um desejo quebrado.

Atmosfera e Sensualidade

A diretora buscou criar uma atmosfera erótica que vai além do ato sexual, enfatizando a conexão emocional e a vulnerabilidade. “O erotismo é algo que você pode sentir no ar”, afirmou. A iluminação e a fotografia do filme foram pensadas para transmitir essa sensação.

Diwan também optou por não apresentar uma intimidade direta entre Emmanuelle e Kei, um desvio das expectativas tradicionais. Ela explicou que essa escolha fortalece a narrativa, permitindo que o público explore novas formas de conexão e sensualidade.

Recomendações de Filmes

Para aqueles que desejam explorar mais sobre sexualidade feminina, Diwan recomendou filmes como How to Have Sex, Shame e Lady Chatterley. Ela acredita que esses filmes abordam temas relevantes e provocativos, complementando a experiência de assistir a sua versão de Emmanuelle.

O novo Emmanuelle será exibido em várias cidades do Brasil entre 24 e 30 de abril, como parte do Festival de Cinema Europeu Imovision.

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