Uma nova pesquisa sugere que William Shakespeare e Anne Hathaway podem ter tido um casamento mais feliz do que se pensava. Por muito tempo, a ausência do nome de Anne no testamento de Shakespeare foi vista como um sinal de problemas no relacionamento. No entanto, um estudo do professor Matthew Steggle, da Universidade de Bristol, desafia essa ideia. A pesquisa se baseia em uma carta de 1608, encontrada em um livro, que é endereçada à “boa Sra. Shakespeare”. Isso indica que o casal pode ter vivido junto em Londres entre 1600 e 1610. Na carta, o remetente menciona que Shakespeare devia dinheiro a um menino órfão e pede a quantia à Sra. Shakespeare. Steggle afirma que, embora a carta já fosse conhecida, nunca se soube quem eram os envolvidos. Ele destaca que apenas um Shakespeare se encaixa na descrição do órfão e que, na época, apenas William e Anne moravam na área mencionada. Essa descoberta também traz novas informações sobre a vida de Shakespeare em Londres. A escritora Maggie O’Farrell, que escreveu sobre o casal, elogiou a descoberta, afirmando que ela refuta ideias negativas sobre Anne e mostra que o casal se amava e provavelmente viveu junto por um tempo significativo.
Uma nova pesquisa britânica sugere que William Shakespeare e Anne Hathaway podem ter tido um casamento mais feliz do que se acreditava. Durante séculos, estudiosos interpretaram a ausência do nome de Anne no testamento de Shakespeare como um sinal de ruptura. No entanto, um estudo recente do professor Matthew Steggle, da Universidade de Bristol, desafia essa visão.
A pesquisa se baseia em uma carta de 1608, encontrada acidentalmente na encadernação de um livro em Hereford. A missiva, endereçada à “boa Sra. Shakespeare”, indica que o casal pode ter vivido junto em Londres entre 1600 e 1610. O remetente menciona que Shakespeare devia dinheiro a um menino órfão chamado John Butts e pede a quantia à Sra. Shakespeare.
Steggle explica que, embora a carta já fosse conhecida desde 1978, nunca havia sido possível identificar os nomes ou locais envolvidos. Ele afirma que apenas um Shakespeare se encaixa na descrição do órfão e que, na época, havia quatro casais com o sobrenome Shakspaire em Londres, mas apenas William e Anne residiam na área de Trinity Lane.
A descoberta também revela um novo lado da vida de Shakespeare em Londres, ampliando o entendimento sobre seus contatos na cidade. A escritora Maggie O’Farrell, autora de um relato ficcional sobre o casal, elogiou a descoberta, afirmando que ela refuta estereótipos negativos sobre Anne. O’Farrell destacou que a carta comprova que o casal se amava e provavelmente viveu junto por um período significativo.
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