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Antonio Machado é homenageado na RAE em celebração ao seu legado poético e histórico

José Sacristán e Joan Manuel Serrat celebram Antonio Machado em homenagem ao seu 150º aniversário, revelando um discurso inédito do poeta.

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Antonio Machado, um famoso poeta espanhol, nunca leu seu discurso de entrada na Real Academia Espanhola, o que gerou curiosidade. Recentemente, em homenagem ao seu 150º aniversário, o ator José Sacristán apresentou um resumo desse discurso, enquanto o cantor Joan Manuel Serrat interpretou algumas de suas poesias. Durante o evento, Sacristán lembrou que Machado se sentiu honrado, mas também inseguro sobre sua capacidade de ser acadêmico. Ele foi eleito em 1927, mas demorou mais de quatro anos para se apresentar, o que pode ter sido influenciado por questões políticas da época. Machado expressou sua modéstia e suas dúvidas sobre sua formação, afirmando que não se considerava um acadêmico típico. Ele também refletiu sobre o que é poesia, destacando que não se interessava por obras que não tivessem profundidade. O evento buscou fechar um ciclo, dando voz ao que poderia ter sido a resposta da academia a Machado. Além disso, foi anunciada uma exposição sobre a família Machado, que destaca a importância de Antonio e seu irmão Manuel na literatura.

Antonio Machado, renomado poeta e membro da Real Academia Espanhola, foi homenageado em um evento que celebrou o 150º aniversário de seu nascimento. A cerimônia ocorreu no salão de atos da RAE, onde o ator José Sacristán declamou um resumo do discurso inédito que Machado preparou em 1931, mas nunca leu. O diretor da RAE, Santiago Muñoz Machado, destacou que o texto apenas precisava de um final.

O evento contou com a presença de mais de 500 convidados, incluindo a presidenta do Congresso, Francina Armengol. O cantor Joan Manuel Serrat encerrou a homenagem com a interpretação de quatro canções baseadas nos versos de Machado, como “Retrato” e “Cantares”. A celebração também incluiu uma reflexão sobre a trajetória do poeta, que foi eleito para a RAE em 1927.

Machado, que se sentiu coibido pela pressão política da época, justificou sua demora em apresentar o discurso, afirmando que precisava vencer “certos escrúpulos de consciência”. Ele expressou sua modéstia, afirmando não possuir as qualidades típicas de um acadêmico e ressaltou a importância do conteúdo na poesia.

O evento também abordou a relação de Machado com a política e a cultura da época, destacando que sua escolha para a academia ocorreu em um contexto conturbado, com a presença de figuras políticas influentes. O exvice-presidente do Governo, Alfonso Guerra, mencionou a exposição “Los Machado. Retrato de família”, que está em exibição na RAE até 29 de junho.

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