A polícia antiterrorismo do Reino Unido está investigando o grupo de hip hop irlandês Kneecap após a divulgação de vídeos em que membros da banda supostamente incitam violência contra políticos e fazem declarações de apoio a grupos considerados terroristas, como Hamas e Hezbollah. A investigação surgiu após a apresentação da banda no festival Coachella, onde criticaram Israel e expressaram apoio à Palestina, o que gerou controvérsia e levou ao cancelamento de vários shows. A banda se desculpou pelas declarações, afirmando que nunca apoiou Hamas ou Hezbollah e que os vídeos foram tirados de contexto. A filha de um político britânico assassinado criticou a retórica da banda, enquanto outros artistas assinaram uma carta defendendo a liberdade de expressão da Kneecap. A polícia confirmou que está avaliando os vídeos e que a investigação continua.
Kneecap, um trio de hip hop irlandês, está sob investigação da polícia antiterrorismo do Reino Unido após a divulgação de vídeos que supostamente incitam violência contra políticos. Os vídeos mostram membros da banda gritando “up Hamas, up Hezbollah” e fazendo declarações sobre políticos britânicos. A controvérsia se intensificou após a apresentação do grupo no festival Coachella, onde expressaram mensagens anti-Israel e pro-Palestina.
A investigação foi iniciada após críticas generalizadas às declarações da banda, resultando no cancelamento de vários shows. A polícia de Londres confirmou que os vídeos foram encaminhados para a Unidade de Referência de Internet de Contraterrorismo, que determinou a necessidade de uma investigação mais aprofundada. Kneecap se desculpou com as famílias de políticos assassinados, mas afirmou que suas palavras foram tiradas de contexto.
A filha do deputado conservador David Amess, que foi assassinado em 2021, descreveu a retórica da banda como “abominável”, afirmando que representa uma ameaça direta à segurança dos políticos. A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, também pediu a responsabilização da banda por incitação à violência.
Artistas como Massive Attack e Pulp assinaram uma carta aberta defendendo a liberdade de expressão da banda, criticando o que consideram uma tentativa de censura. A carta destaca que em uma democracia, figuras políticas não devem ditar quem pode se apresentar em festivais. Kneecap, por sua vez, reafirmou que nunca apoiou Hamas ou Hezbollah e que suas declarações foram mal interpretadas.
Após a polêmica, a banda cancelou shows em festivais na Alemanha e no Reino Unido, enquanto a pressão para removê-los de eventos como o Glastonbury aumenta. A situação continua a gerar debates sobre liberdade de expressão e a responsabilidade de artistas em suas mensagens.
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