Sprunki é um jogo criado por um jovem tailandês que se tornou popular entre crianças por suas músicas e visuais coloridos. No entanto, a introdução de um “modo terror” pelo criador gerou preocupações, pois esse modo apresenta elementos sombrios e grotescos, levando a uma série de vídeos violentos nas redes sociais. Isso resultou em críticas e na remoção temporária do jogo da plataforma Scratch. Embora o jogo original incentivasse a criatividade musical, o novo modo assustador afetou a experiência, especialmente para crianças mais novas. Pais e educadores estão preocupados com o impacto que o jogo pode ter, já que muitos vídeos violentos aparecem no feed de crianças. Apesar das críticas, existem versões mais amigáveis do jogo, que mantêm a proposta musical sem os elementos de horror. Especialistas sugerem que os pais acompanhem o que os filhos jogam e usem controles parentais para limitar o acesso a conteúdos inadequados. É importante que os pais se informem sobre o mundo digital para entender melhor o que seus filhos estão consumindo online.
O jogo Sprunki, desenvolvido por um jovem tailandês, ganhou destaque entre crianças da geração Alpha desde seu lançamento em agosto de 2024 na plataforma Scratch. Com músicas personalizáveis e visuais vibrantes, o jogo rapidamente se tornou popular. No entanto, a introdução do “modo terror” pelo criador, que apresenta elementos sombrios e grotescos, gerou preocupações entre pais e educadores.
A nova fase do jogo inspirou a criação de vídeos violentos nas redes sociais, levando à remoção temporária de Sprunki da plataforma Scratch. Os conteúdos derivados, que incluem simulações de agressões e tortura, têm alarmado os responsáveis, que temem o impacto negativo sobre as crianças. Especialistas em comportamento infantil alertam sobre os riscos do consumo não monitorado desse tipo de conteúdo.
Preocupações dos Pais
Com o aumento da popularidade de Sprunki, muitos pais questionam a segurança do jogo e os efeitos que ele pode ter sobre seus filhos. Relatos de mudanças de comportamento, como fixações intensas nos personagens, têm sido comuns. Em fóruns online, pais expressaram suas preocupações sobre o vício e os possíveis impactos psicológicos.
A coordenadora do Centro de Estudos em Marketing Digital da FGV/EAESP, Lilian Carvalho, afirma que a preocupação dos pais é compreensível, mas muitas vezes exagerada. Segundo ela, não há evidências científicas que comprovem que jogos como Sprunki possam radicalizar ou traumatizar crianças. No entanto, ela reconhece que o tempo excessivo de tela e a dependência do conteúdo podem ser problemáticos.
Alternativas e Controle
Após as críticas, versões mais amigáveis do jogo foram lançadas, como o Sprunki Retake: Kids Friendly, que mantém a proposta musical, mas com visuais menos perturbadores. Para lidar com as preocupações, Lilian recomenda que os pais acompanhem o conteúdo consumido pelos filhos e joguem com eles. A alfabetização digital é essencial para que os responsáveis entendam melhor o ambiente online.
Além disso, a implementação de controles parentais é uma alternativa viável. Aplicativos como o Family Link do Google permitem restringir downloads e acessar sites específicos. No YouTube, o modo criança e a possibilidade de bloquear palavras-chave ajudam a proteger as crianças de conteúdos inadequados. Essas ferramentas são fundamentais para garantir uma experiência digital mais segura.
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