Adriana Kairos, escritora e educadora da Maré, lançou seu primeiro romance chamado “Maré”. A obra é resultado de uma residência literária do Bando Editorial Favelofágico, onde ela passou seis meses escrevendo. O livro será lançado em maio em três eventos na Zona Norte do Rio: no Bar do Papa em Cascadura no dia 17, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré em Bonsucesso no dia 22, e na Casa Viva em Manguinhos no dia 27. O público poderá comprar o livro por R$ 45 ou recebê-lo gratuitamente em algumas situações. Além de “Maré”, outros cinco livros de autores participantes da residência também serão lançados. Adriana, que é deficiente visual, usou tecnologia para escrever e teve um acompanhamento próximo durante o processo. A capa do livro foi criada em colaboração com um artista que se inspirou na história e na vida da autora.
Adriana Kairos, escritora e educadora da Maré, lança seu primeiro romance, “Maré”, em maio. O livro é resultado de uma residência literária do Bando Editorial Favelofágico e será apresentado em três eventos na Zona Norte do Rio.
A obra, que se passa na comunidade onde a autora vive, reflete sua trajetória como deficiente visual e educadora. Adriana já publicou cinco livros de contos e dois infantis, e agora utiliza um aplicativo de acessibilidade para escrever. O projeto Alepa, que coordena, incentiva a literatura nas periferias.
Os lançamentos ocorrerão em locais como o Bar do Papa, em Cascadura, no dia 17 de maio, e no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré, em Bonsucesso, no dia 22 de maio. O evento na Casa Viva, em Manguinhos, está agendado para 27 de maio. Os livros poderão ser adquiridos por R$ 45,00, com a possibilidade de distribuição gratuita através de uma cota social.
O Bando Editorial Favelofágico, criado em 2015, já apoiou a carreira de 34 autores, a maioria mulheres. O editor Felipe Eugênio destaca a preocupação estética das obras, que buscam corrigir desigualdades e abordar temas sociais. A logomarca do selo é uma releitura do quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, simbolizando a transformação da violência em arte.
Adriana Kairos compartilha que a experiência de escrita foi intensa e enriquecedora, com acompanhamento editorial próximo. A capa do livro foi desenvolvida em colaboração com o ilustrador Allan Matias, que se inspirou na história e na sensibilidade da autora. O projeto também promoveu um espaço de afeto e construção coletiva entre os participantes.
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