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Pangolins ganham destaque em documentário que revela sua luta contra o tráfico ilegal

Documentário da Netflix revela a jornada de Kulu, um pangolim resgatado do tráfico, e destaca a luta pela sobrevivência da espécie.

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O documentário “Pangolin: Kulu’s Journey” da Netflix mostra a história de Kulu, um pangolim resgatado do tráfico de animais. O filme, com duração de 90 minutos, acompanha a reabilitação de Kulu, que é um pangolim terrestre de três meses, e a relação entre ele e seu cuidador, Gareth Thomas. Kulu é descrito como um animal com uma personalidade forte, que não gosta de ser seguido. A reabilitação de pangolins é um processo difícil, pois eles não costumam comer em cativeiro e precisam de longas caminhadas diárias para se acostumar com o ambiente e se recuperar do trauma. O filme se passa na reserva Lapalala, na África do Sul, e busca mostrar a beleza e a singularidade dos pangolins, que são os únicos mamíferos escamosos do mundo. O tráfico de pangolins é uma grande ameaça, com muitos sendo caçados por suas escamas e carne, principalmente para o mercado asiático. O cofundador do African Pangolin Working Group, Ray Jansen, destaca que, apesar de algumas melhorias nas leis contra o tráfico, as redes de crime organizado ainda representam um grande desafio. A veterinária Karin Lourens, que cuida dos pangolins resgatados, explica que muitos chegam debilitados e precisam de cuidados especiais. O filme também aborda novos desafios, como a morte de pangolins devido a cercas elétricas em reservas. Apesar dos esforços de conservação, todas as espécies de pangolins estão ameaçadas. O documentário visa aumentar a conscientização sobre esses animais e a importância de protegê-los.

O documentário “Pangolin: Kulu’s Journey” da Netflix retrata a reabilitação de Kulu, um pangolim resgatado do tráfico. A produção, com duração de noventa minutos, destaca a relação entre o animal e seu cuidador, Gareth Thomas, em um esforço para aumentar a conscientização sobre essa espécie ameaçada.

Os pangolins, únicos mamíferos escamosos do mundo, são um dos animais mais traficados globalmente. O filme, dirigido por Pippa Ehrlich, mostra a jornada de Kulu, um pangolim de três meses, que foi resgatado da ilegalidade e está sendo preparado para retornar ao seu habitat na África do Sul. “Kulu tem uma personalidade incrível e é muito teimoso”, afirma Ehrlich.

A reabilitação de pangolins é um processo complexo. Eles frequentemente não se alimentam em cativeiro, exigindo caminhadas diárias que podem durar até seis horas para se alimentarem de formigas e cupins. Essas caminhadas também ajudam os animais a se adaptarem ao novo ambiente e a superarem o trauma da captura. “A equipe de reabilitação pediu a Gareth que libertasse Kulu na natureza, o que se tornaria os próximos dezoito meses de sua vida”, explica a diretora.

Ameaças e Conservação

O tráfico de pangolins, que movimenta cerca de 20 bilhões de dólares anualmente, é impulsionado pela demanda por suas escamas e carne, especialmente na China e nos Estados Unidos. Entre 2017 e 2019, mais da metade das apreensões de pangolins na Ásia eram de espécies africanas. Ray Jansen, cofundador do African Pangolin Working Group, destaca que “observamos uma diminuição no tráfico oportunista, mas redes de crime organizado ainda operam”.

A veterinária Karin Lourens, cofundadora do Hospital Veterinário de Vida Selvagem de Joanesburgo, ressalta que a recuperação de pangolins é desafiadora. “Eles chegam desnutridos, o que causa complicações graves”, afirma. A taxa de sobrevivência de pangolins no hospital aumentou de 40% para 80% ao longo dos anos.

Iniciativas Futuras

Além do tráfico, os pangolins enfrentam novas ameaças, como cercas elétricas em reservas de caça. Jansen e Thomas estão desenvolvendo um estudo sobre cercas elétricas para proteger a fauna local. Um novo “pangolarium” foi inaugurado, funcionando como um abrigo temporário para pangolins antes de sua liberação.

Apesar das iniciativas de conservação, todas as oito espécies de pangolins estão em risco, classificadas como vulneráveis, ameaçadas ou criticamente ameaçadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). “Pangolins simbolizam a fragilidade da natureza”, conclui Ehrlich, enfatizando a importância de proteger esses animais únicos.

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