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Affonso Romano de Sant’Anna reflete sobre a poesia e a morte em entrevista marcante

Affonso Romano de Sant’Anna, ícone da poesia brasileira, reflete sobre a arte e a morte em entrevista reveladora de 2015.

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Affonso Romano de Sant’Anna, importante poeta brasileiro, faleceu em março de 2023, aos 87 anos. Em uma entrevista de 2015, ele falou sobre sua trajetória na poesia, sua visão sobre a morte e a crítica social, além de suas influências literárias. Sant’Anna destacou a falta de unidade na poesia contemporânea, mencionando que muitos poetas jovens não têm uma noção clara do verso e frequentemente escrevem sobre temas pessoais sem relevância social. Ele também refletiu sobre a criação poética, comparando-a a um raio que pode atingir o poeta de forma inesperada. O poeta expressou sua preocupação com a morte e a necessidade de discutir o tema de maneira social, citando exemplos de países que tratam a morte com dignidade. Sant’Anna também comentou sobre sua contribuição à crônica brasileira, abordando a violência e a crônica de ideias, que discute temas mais complexos de forma acessível. Ele reconheceu suas influências literárias, mas afirmou que não sente a angústia da influência, buscando sempre descobrir sua própria voz na literatura.

Affonso Romano de Sant’Anna, renomado poeta brasileiro, faleceu em março de 2023, aos 87 anos. Em uma entrevista de 2015, realizada em Paris, o poeta refletiu sobre a poesia contemporânea, sua relação com a morte e a crítica social, além de suas influências literárias.

Durante a conversa, Sant’Anna destacou a importância do rigor formal na poesia. Ele criticou a dispersão na poesia brasileira atual, afirmando que “não se sente a fúria de nosso tempo”. O poeta observou que, após a poesia marginal, a cena literária se tornou uma “geleia geral”, onde muitos poemas se confundem com prosa e carecem de clareza.

Sant’Anna, que foi um dos principais nomes da poesia contemporânea, também mencionou suas influências, como Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Ele enfatizou que a poesia deve ser um acontecimento, e não apenas um exercício técnico. Em sua visão, cada poema deve ter uma unidade rítmica, sonora e semântica.

Reflexões sobre a Morte

O poeta abordou a morte como um tema central em sua obra, refletindo sobre a necessidade de um aprendizado sobre a finitude. Ele mencionou que a morte é um problema social e que a sociedade deve lidar com isso de forma digna. Sant’Anna citou o exemplo de Rubem Braga, que escolheu sua forma de morrer, ressaltando a importância do direito à escolha.

Além disso, ele discutiu a função da poesia, que pode ser tanto um jogo quanto um meio de expressar a realidade social. Para Sant’Anna, a poesia é um segredo que transcende o tempo e o espaço, conectando vozes de diferentes culturas e épocas.

O legado de Affonso Romano de Sant’Anna permanece vivo na literatura brasileira, refletindo sua busca por um entendimento profundo do mundo e da condição humana.

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