Nos anos 1990, no Rio de Janeiro, Dora, uma adolescente de 15 anos, começa a explorar a favela do Pereira, deixando para trás seu mundo burguês em Santa Teresa. Ela busca emoção e acaba se envolvendo com Léo, um gerente do tráfico conhecido como Samurai. O livro “Se acaso numa curva”, de Francisca Libertad, é uma autoficção que retrata essa fase da vida da autora, que também se envolveu com o tráfico. Publicado pela DarkSide, o romance destaca a protagonista feminina em um cenário pouco abordado na literatura, onde a mulher não é uma coadjuvante, mas sim a protagonista de sua própria história. A narrativa foca nas experiências e questionamentos íntimos de Dora, mostrando sua transição da infância para a vida adulta. Francisca, que já viveu em vários países e passou por diversas mudanças, usa a personagem para explorar sua própria história sem se sentir julgada.
Francisca Libertad lança seu primeiro romance, “Se acaso numa curva”, uma autoficção que retrata sua juventude no Rio de Janeiro dos anos 1990. A obra, publicada pela DarkSide, narra a vida de uma adolescente que transita entre o mundo burguês e as favelas, especialmente o morro do Pereira.
A protagonista, Dora, de quinze anos, busca adrenalina e novas experiências ao se envolver com Léo, conhecido como Samurai, gerente do tráfico local. A narrativa explora a transição da infância para a vida adulta, abordando temas como risco e liberdade. Libertad destaca que a obra é uma (auto)-sociobiografia, refletindo a estrutura social da época, assim como outras produções como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”.
A autora, que viveu em Hollywood por dez anos, utiliza a personagem para explorar suas próprias vivências sem se sentir julgada. “A mulher não é uma coadjuvante, mas uma protagonista”, afirma Libertad, ressaltando que a narrativa foge dos arcos clássicos femininos, apresentando uma visão mais complexa e autônoma da figura feminina.
Libertad compartilha que já viveu em quatro países e passou por diversas transformações pessoais, refletindo sobre as múltiplas versões de si mesma. “Se acaso numa curva” promete trazer uma nova perspectiva sobre a juventude carioca, destacando a força e a complexidade das mulheres em um contexto frequentemente dominado por narrativas masculinas.
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