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Frank Meier e o Ritz: a história do bartender que viveu a ocupação nazista em Paris

A nova novela "El barman del Ritz" revela a vida de Frank Meier, coctelero que serviu nazistas em Paris, refletindo dilemas morais da época.

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Philippe Collin lançou um livro chamado “El barman del Ritz”, que conta a história de Frank Meier, um coquetelero que trabalhou no famoso hotel Ritz de Paris durante a ocupação nazista. O Ritz foi um dos poucos hotéis de luxo que permaneceu aberto na época, e Meier serviu tanto a oficiais nazistas quanto a resistentes e espiões, lidando com dilemas morais enquanto escondia sua identidade judaica. A narrativa de Collin, que se baseia em relatos e arquivos históricos, explora a complexidade da sociedade francesa naquele período, mostrando como muitos se adaptaram à nova realidade. O autor destaca que a história de Meier reflete questões atuais sobre identidade e valores em tempos de crise. O livro já vendeu mais de 300 mil cópias na França e está sendo adaptado para o cinema. Collin observa que a repetição da história e a perda de valores compartilhados podem levar a um aumento do fascismo, lembrando que, no início da ocupação, não houve um chamado claro à resistência por parte da sociedade.

O Ritz de Paris, famoso por sua história e clientes ilustres, como Ernest Hemingway, foi um dos poucos hotéis de luxo a permanecer aberto durante a ocupação nazista na França. O historiador Philippe Collin lançou a novela “El barman del Ritz”, que narra a vida de Frank Meier, um coquetelero que serviu nazistas enquanto lutava com sua identidade e moralidade.

A obra é baseada em uma pesquisa que inclui arquivos e relatos orais. Meier, um judeu que ocultou sua identidade, presenciou a chegada de oficiais nazistas e a complexidade da sociedade francesa da época. O Ritz, de propriedade de uma família suíça, tornou-se um refúgio para colaboradores e resistentes, refletindo a ambiguidade moral do período.

Collin, que conheceu Collin Field, sucessor de Meier, em 2002, destaca a evolução moral de Frank, que começou a servir os nazistas, mas, com o tempo, sentiu a necessidade de reagir. “Ele desejava ser mais valente, mas não conseguiu”, afirma Collin, ressaltando a humanidade da situação.

A narrativa de Meier também aborda a chegada do marechal Pétain, símbolo do colaboracionismo. “No início, havia pânico, mas muitos se sentiram aliviados com a assinatura do armistício”, explica Collin. O autor observa que a vida continuava para alguns, enquanto outros enfrentavam a opressão.

O sucesso do livro, que já vendeu mais de 300 mil exemplares na França, está ligado à busca por respostas sobre a repetição cíclica da história. “Quando a memória se desvanece, o fascismo ressurge”, alerta Collin, referindo-se ao aumento de discursos de ódio e à perda de valores compartilhados na sociedade atual.

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