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Montadores de exposições enfrentam desafios e invisibilidade no setor cultural

Montadores de exposições enfrentam desafios como prazos apertados e falta de reconhecimento, enquanto a demanda por seus serviços cresce.

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Montar exposições de arte é um trabalho importante, mas muitas vezes não é reconhecido. Profissionais como Luiz dos Santos Menezes e Oggin enfrentam dificuldades, como atrasos nos pagamentos e a necessidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Luiz, que trabalha em São Paulo, conta que já passou noites no museu montando exposições, lidando com imprevistos como falta de luz e problemas com curadores. Ele e outros montadores sentem que seu trabalho é invisível, mesmo sendo essencial para o sucesso das exposições. Kelviane Lima, de Fortaleza, também destaca que a montagem envolve cálculos e planejamento para garantir a segurança das obras. Mariana Atauri Maurer, que atua em Campinas, menciona que a montagem é uma parte nova de sua carreira, mas que traz desafios, como a falta de infraestrutura em espaços antigos. Oggin, que começou a montar exposições em 2022, abriu sua própria empresa em Fortaleza, mas ainda enfrenta problemas com pagamentos atrasados. Ele observa que o trabalho de montagem é desvalorizado, mas a demanda por esse serviço tem crescido no Brasil. Todos concordam que é preciso dar mais atenção e reconhecimento ao trabalho dos montadores, pois sem eles, as exposições não acontecem.

Montadores de Exposições Enfrentam Desafios e Invisibilidade no Setor Cultural

O trabalho de montagem de exposições é crucial para eventos artísticos, mas frequentemente passa despercebido. Profissionais como Luiz dos Santos Menezes e Oggin relatam a precariedade do ofício, que inclui prazos apertados e atrasos de pagamento.

Luiz, que atua há quinze anos em São Paulo, destaca que muitas vezes ele e sua equipe são os primeiros a entrar e os últimos a sair dos museus. “Infelizmente, é abusivo, porque você extrapola seu horário. Mas não é culpa da equipe, são as demandas que surgem”, afirma. Ele menciona que imprevistos, como falta de luz e problemas com encanamento, podem estender o tempo de montagem.

Kelviane Lima, montadora em Fortaleza, também enfrenta desafios semelhantes. Ela explica que o trabalho envolve cálculos e medidas para garantir a segurança das obras. “Não é só colocar um prego na parede. É preciso pensar na disposição e na segurança das peças”, ressalta.

A Complexidade do Ofício

A pluralidade do trabalho de montagem muitas vezes exige que os profissionais desempenhem múltiplas funções. Kelviane observa que a falta de reconhecimento formal para a profissão dificulta a valorização do ofício. “Não existe uma especificação de montador de exposição”, explica.

O Ministério da Cultura (MinC) reconhece a necessidade de atualizar as classificações de atividades culturais. A Diretoria de Políticas para Trabalhadores da Cultura (DTRAC) está em processo de reclassificação dos códigos que representam o setor, mas isso depende de estudos técnicos do IBGE.

Oggin, montador em Fortaleza, fundou uma empresa de montagem em 2024, percebendo a demanda no mercado local. Ele relata que metade de sua renda vem desse trabalho, mas enfrenta atrasos nos pagamentos. “É normal, entendo que há um atraso das instituições”, diz Oggin, que muitas vezes precisa cobrir os custos da equipe do próprio bolso.

Invisibilidade e Valorização

A invisibilidade do trabalho dos montadores é uma preocupação comum entre os profissionais. Luiz destaca que, sem a equipe de montagem, as exposições não funcionariam. Mariana Atauri Maurer, que também atua no setor, observa que funções como a de direção de arte frequentemente ficam em segundo plano em comparação a outras.

Oggin acredita que a valorização do montador é essencial, especialmente com o aumento de espaços culturais no Brasil. “A nossa função é ser invisível, mas isso não faz sentido. As instituições devem reconhecer o trabalho do montador”, conclui.

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