Alberto García-Alix, um famoso fotógrafo espanhol, é conhecido por seu trabalho premiado, incluindo o Prêmio Nacional de Fotografia em 1999 e a Medalla de Oro em 2019. Em 2024, ele lançará o segundo volume de seu Arquivo Nômada, que abrange o período de 1982 a 1986, e reeditou sua conferência “La ausencia como estímulo”, onde reflete sobre sua carreira e experiências. García-Alix fala sobre a importância de mostrar todas as suas fotos, mesmo as menos boas, e como isso permite uma visão mais completa de sua trajetória e do Madrid daquela época. Ele menciona que sua fotografia é uma forma de expressar sua visão e que a vida e a arte estão interligadas. Além disso, ele compartilha sua paixão por motos, que sempre fez parte de sua vida, e como isso influencia sua criatividade. A escrita, embora desafiadora para ele, complementa seu trabalho fotográfico, permitindo uma nova forma de expressão. Ao revisitar suas fotos, ele sente uma mistura de emoções, mas se considera privilegiado por ter uma obra significativa.
Alberto García-Alix, fotógrafo espanhol renomado, lançará em 2024 o segundo volume de seu Arquivo Nômada, que abrange o período de 1982 a 1986. Este trabalho é uma continuação da organização de suas milhares de fotografias, capturando a essência da Movida Madrileña em seu auge e posterior decadência.
O fotógrafo, que recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia em 1999 e a Medalla de Oro em 2019, reeditou também sua conferência “La ausencia como estímulo”. Esta reflexão sobre sua trajetória foi apresentada em 2023 e agora ganha nova forma, destacando a importância de revisitar suas obras. García-Alix comentou sobre o desafio de expor até mesmo suas fotografias menos favorecidas, ressaltando que “se tinha que ver tudo”.
O novo volume do Arquivo Nômada contém cerca de 88% do material produzido nesse período, permitindo uma visão das ruas de Madrid e da vida cotidiana da época. O fotógrafo expressou que revisitar essas imagens o fez sentir-se “privilegiado”, reconhecendo a carga emocional que elas carregam. Ele afirmou que, embora algumas fotos possam evocar melancolia, elas também trazem compreensão e afeto.
García-Alix, que se considera um autodidata, destacou a importância de sua independência de olhar. Ele começou a fotografar sem formação técnica, mas rapidamente desenvolveu um estilo próprio. O fotógrafo também mencionou que a fotografia é um espaço para “inventar-se”, sem recorrer à ficção, e que a escrita complementa sua visão artística, especialmente em projetos audiovisuais.
Além de seu trabalho fotográfico, García-Alix mantém sua paixão por motos, que sempre foram parte de sua vida. Ele continua a viajar e a explorar, refletindo sobre como a percepção muda com o tempo. O fotógrafo permanece ativo e engajado, contribuindo para a cena artística contemporânea com suas obras e reflexões.
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