Lady Pink, uma artista de graffiti nascida no Equador e que cresceu em Nova York, está prestes a inaugurar um mural chamado Plaza Mural no MoMA PS1, em homenagem ao 5Pointz, um local importante para os grafiteiros que foi demolido em 2014. Ela começou sua carreira nos anos 80, convivendo com grandes nomes da arte e hoje tem obras em museus renomados. Lady Pink deixou Nova York devido à repressão policial ao graffiti, que a deixou sem materiais e a forçou a se mudar para Hudson Valley, onde vive em contato com a natureza. Ela se adaptou à vida na cidade após dificuldades iniciais, como aprender inglês e lidar com o racismo na escola. O nome “Lady Pink” foi sugerido por um amigo, e ela se destacou na cena dominada por homens pela qualidade de seu trabalho. Embora pinte muitas mulheres em seus murais, ela diz que isso não é uma declaração feminista, mas uma preferência pessoal. Lady Pink também se dedica a projetos comunitários, como coordenar murais com crianças. Ela se mantém ocupada com várias atividades, incluindo jardinagem e videogames, e prefere viver longe das notícias negativas.
Lady Pink, artista ecuatoriana-estadunidense, irá inaugurar um mural chamado Plaza Mural no MoMA PS1 em junho. A obra homenageia o 5Pointz, um espaço icônico para grafiteiros em Nova York, demolido em 2014. Lady Pink, que começou sua carreira nos anos 80, é reconhecida por sua contribuição ao movimento de arte urbana e possui obras em importantes museus, como o Whitney Museum e o MET.
Em entrevista, a artista compartilhou suas experiências após deixar Nova York. Ela citou a repressão policial ao graffiti como um dos motivos para sua saída. “A polícia aparecia armada em minha casa e levou mil peças de arte”, disse. Lady Pink se mudou para Hudson Valley, onde encontrou um espaço mais tranquilo e natural para trabalhar.
A adaptação à vida em Nova York foi desafiadora para Lady Pink, que se mudou aos sete anos. Ela enfrentou dificuldades em um colégio católico, mas encontrou seu lugar em uma escola pública, onde fez amigos latinos. A artista também falou sobre a escolha do nome “Lady Pink”, que surgiu para destacar sua presença em um ambiente dominado por homens.
Contribuição à Comunidade
Lady Pink tem um forte compromisso com a comunidade. Ela coordena projetos de arte em escolas, incluindo um mural que será pintado por estudantes em apenas dois dias. “Os jovens adoram pintar legalmente, sem a pressão de fugir da polícia”, afirmou. Além disso, ela tem promovido workshops e atividades artísticas em sua região.
A artista também se prepara para uma exposição individual em Londres, onde recriará uma estação de metrô nova-iorquina. Lady Pink continua a explorar novas formas de expressão artística, mantendo-se ativa e envolvida em diversas iniciativas.
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