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Mirga Gražinytė-Tyla faz história ao dirigir concertos da Filarmônica de Viena

Mirga Gražinytė-Tyla faz história ao ser a primeira mulher a dirigir os concertos de abono da Filarmônica de Viena, mas o Concierto de Ano Novo ainda aguarda.

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A Filarmônica de Viena teve poucas mulheres como diretoras em seus 183 anos de história, sendo a primeira Carmen Weingartner-Studer, que dirigiu em 1934. Recentemente, Mirga Gražinytė-Tyla se tornou a primeira mulher a conduzir os concertos de abono da orquestra, com apresentações bem recebidas, embora ainda não tenha sido confirmada para o Concierto de Ano Novo. A orquestra, que era exclusivamente masculina até 1997, atualmente conta com 140 músicos, dos quais apenas 23 são mulheres. O presidente da Filarmônica, Daniel Froschauer, afirmou que a qualidade é o principal critério para a seleção dos músicos, independentemente do sexo. Gražinytė-Tyla, que já é reconhecida por seu trabalho em outras orquestras, não vê sua nova posição como um grande avanço social, destacando que ainda há muitos desafios a serem enfrentados na sociedade. Seu recente debut foi marcado por uma interpretação detalhada e intensa, e ela recebeu elogios da crítica e do público. Apesar do sucesso, Froschauer afirmou que ainda levará tempo até que uma mulher dirija o Concierto de Ano Novo, pois isso requer uma colaboração de longa data com a orquestra.

A Filarmônica de Viena fez história ao ter Mirga Gražinytė-Tyla como a primeira mulher a dirigir os prestigiados concertos de abono da orquestra, realizados no último fim de semana no Musikverein. A diretora lituana, de trinta e oito anos, já é reconhecida por seu trabalho em importantes palcos internacionais, mas sua participação nos concertos de abono marca um avanço significativo na história da orquestra, que tem 183 anos e poucas mulheres em posições de destaque.

A primeira mulher a dirigir a Filarmônica foi Carmen Weingartner-Studer, em mil novecentos e trinta e quatro. Desde então, apenas algumas mulheres, como Simone Young e Emmanuelle Haïm, tiveram a oportunidade de conduzir a orquestra em eventos especiais. O presidente da Filarmônica, Daniel Froschauer, afirmou que a orquestra busca a melhor qualidade, independentemente do gênero, e destacou que a presença de Gražinytė-Tyla é um reflexo dessa busca.

Durante os concertos, a diretora apresentou um programa que incluiu a Suite Lemminkäinen, de Jean Sibelius, e o Concerto para Piano nº 1, de Tchaikovsky, com a pianista Yuja Wang como solista. A performance foi aclamada pela crítica, que elogiou a interpretação detalhada e poética da diretora. Os ingressos para as apresentações estavam esgotados, e o público demonstrou entusiasmo com a nova liderança.

Embora o sucesso de Gražinytė-Tyla tenha sido notável, sua participação no Concerto de Ano Novo da Filarmônica ainda não está confirmada. Froschauer explicou que esse evento requer uma longa relação de trabalho com o diretor, e que uma mulher pode dirigir a celebração no futuro, mas isso dependerá de uma colaboração regular nos próximos anos.

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