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Trump impõe tarifas de 100% sobre filmes estrangeiros e gera incertezas na indústria

Tarifas de 100% sobre filmes estrangeiros anunciadas por Trump geram incertezas na América Latina sobre o futuro da produção audiovisual.

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Donald Trump anunciou tarifas de 100% sobre filmes feitos no exterior, buscando controlar a produção em Hollywood. Essa decisão gera incertezas na América Latina, onde produtores estão preocupados com o impacto nas produções audiovisuais e nas plataformas de streaming. Especialistas questionam se as tarifas se aplicarão apenas a filmes exibidos em cinemas ou também a produções para serviços como Netflix. Além disso, há dúvidas sobre como a medida afetará filmes feitos por americanos em outros países. A Colômbia, que se tornou um destino popular para filmagens internacionais, pode sofrer com a redução de investimentos. A situação ainda é confusa, e a indústria cinematográfica no México não se manifestou. As ações de estúdios como Netflix e Disney caíram após o anúncio.

Donald Trump anunciou tarifas de 100% sobre filmes produzidos no exterior, com o objetivo de fortalecer a indústria cinematográfica dos Estados Unidos. A medida, divulgada no último domingo, gera incertezas na América Latina, especialmente sobre seu impacto nas produções audiovisuais e plataformas de streaming.

O presidente afirmou: “Queremos que os filmes sejam feitos nos Estados Unidos novamente!” No entanto, a falta de detalhes sobre a aplicação das tarifas levanta questões. O produtor argentino Axel Kuschevatzky destacou que a produção audiovisual é um serviço, e não um bem, o que pode complicar a implementação da medida. Ele questionou se as tarifas afetarão apenas filmes exibidos em cinemas ou também produções de plataformas como Netflix.

A presidente da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), Marianna Souza, expressou dúvidas sobre a abrangência das tarifas. “Não sabemos se será um imposto aplicado apenas aos filmes exibidos em salas de cinema ou se também incidirá sobre produções exibidas em plataformas de streaming,” afirmou. A Colômbia, que se tornou um destino popular para produções internacionais, também pode ser afetada. Gustavo Suárez, professor de cinema, alertou que “entre 60% e 70% da produção e gravação na Colômbia são administrados por serviços internacionais.”

A indústria cinematográfica mexicana permanece em silêncio sobre a questão. “Ainda é muito cedo para comentar,” disse uma fonte do setor. A definição de filmes “feitos nos Estados Unidos” é complexa e envolve aspectos como financiamento e propriedade intelectual, segundo Kuschevatzky. Após o anúncio, as ações de estúdios como Netflix e Disney caíram na bolsa, refletindo a preocupação do mercado com as novas tarifas.

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