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Lisa Jewell aborda misoginia e masculinidade em ‘Garota Invisível’ e reflexões sobre incels

A nova obra de Lisa Jewell, "Garota Invisível", explora o desaparecimento de uma jovem e a subcultura dos incels, destacando a urgência de educar homens sobre misoginia.

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A série “Adolescência” da Netflix gerou discussões sobre masculinidade e violência entre jovens. Lisa Jewell, em seu novo livro “Garota Invisível”, fala sobre o desaparecimento de uma jovem e a subcultura dos incels, que são homens que se sentem incapazes de ter relacionamentos. Ela destaca que é importante que homens ensinem outros homens sobre misoginia e como ter relacionamentos saudáveis. Em uma entrevista, Jewell menciona que a pornografia pode dar uma ideia errada sobre as mulheres, levando a decepções e ressentimentos. Ela acredita que apenas homens podem ajudar outros homens a superar a misoginia e critica figuras como os irmãos Tate, que promovem valores negativos. Jewell também fala sobre sua experiência como mãe, enfatizando a importância de ter um diálogo aberto com os filhos sobre relacionamentos e comportamentos. Ela observa que muitos homens ainda se comportam de maneira tóxica, o que é um problema persistente na sociedade.

A série “Adolescência” da Netflix gerou debates sobre masculinidade e violência entre os jovens. O fenômeno do streaming reflete questões contemporâneas sobre as interações sociais da juventude. Em paralelo, a autora Lisa Jewell, conhecida por seus thrillers psicológicos, lançou o livro “Garota Invisível”, que aborda o desaparecimento de uma jovem e a subcultura dos incels.

A obra, recém-lançada no Brasil pela editora Intrínseca, centra-se na história de Saffyre, que desaparece em uma cidade onde Owen, um professor afastado por acusações de assédio, se interessa pela cultura incel. Jewell destaca que apenas homens podem educar outros homens sobre misoginia e relacionamentos saudáveis. A autora critica o consumo de pornografia entre os jovens, afirmando que isso distorce suas expectativas em relação às mulheres.

Em entrevista, Jewell compartilhou que a ideia do livro surgiu após observar um homem solitário e ressentido em Londres. Ela buscou explorar a mente de Owen e como ele poderia ser influenciado por essa subcultura. A escritora também comentou sobre a necessidade de homens bons serem modelos para os jovens, em um contexto onde figuras como os irmãos Tate promovem valores negativos.

A discussão sobre masculinidade e suas implicações sociais é urgente. A repórter Renata Cafardo, em sua coluna no Estadão, alerta que se pais e educadores não refletirem sobre suas próprias masculinidades, as redes sociais ensinarão aos meninos o que é ser macho. Jewell concorda, enfatizando que a misoginia está enraizada na sociedade e que a solução passa pela educação masculina.

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