Após a vitória de Donald Trump nas eleições de 2024, o artista Tod Lippy, que faz parte da esquerda, ficou surpreso e decidiu buscar entender os apoiadores de Trump. Ele encontrou 50 pessoas que explicaram publicamente seu voto e, mesmo sem experiência em pintura, começou a retratá-las. O projeto se chama “My Fellow Americans” e é uma instalação que mostra os retratos dessas pessoas. Lippy passou meses pintando quase um retrato por dia, o que o levou a se conectar emocionalmente com seus sujeitos, apesar das diferenças políticas. Ele usou uma técnica de pintura que o ajudou a ver essas pessoas como indivíduos, não apenas como parte de um grupo político. A reação ao seu trabalho foi mista; alguns apoiadores de Trump não quiseram ver, enquanto outros se sentiram reconhecidos nas obras. Lippy não buscou fazer uma crítica ou elogio, mas sim entender e representar essas pessoas de forma honesta.
Após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2024, o artista e editor Tod Lippy decidiu buscar respostas para entender o apoio ao ex-presidente. Lippy, que se sentiu surpreso com o resultado, iniciou um projeto artístico inédito.
Ele passou dois dias pesquisando e encontrou cinquenta apoiadores de Trump que haviam expressado suas motivações em entrevistas e artigos. O resultado é a instalação “My Fellow Americans”, que reúne retratos desses indivíduos e será apresentada na Meeting at Independent New York.
Lippy, que nunca havia pintado antes, dedicou-se a criar um retrato quase por dia. Ele utilizou acrílico gouache, um meio que escolheu pela rapidez de secagem. O artista buscou não apenas retratar as pessoas, mas também conectar-se com elas, superando as divisões políticas. “Acabei realmente me afeiçoando a essas pessoas, apesar de nossas diferenças”, afirmou.
O processo de pintura permitiu a Lippy uma imersão profunda nas características de cada sujeito. Ele se esforçou para ser fiel às fotos de referência, evitando qualquer tipo de editorialização. A resposta ao projeto tem sido mista, com alguns apoiadores de Trump se mostrando receptivos, enquanto outros se recusaram a entrar na sala da instalação.
Lippy, que já trabalhou em diversos meios, vê este projeto como uma forma de entender o mundo através da criação. Ele destacou que a arte pode ser uma ferramenta poderosa para desafiar percepções e promover diálogos em tempos de polarização.
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