Artistas brasileiros, como Fernanda Montenegro e Mateus Solano, estão pedindo a regulação dos serviços de streaming no Brasil. Eles lançaram uma campanha nas redes sociais para que essas plataformas sejam taxadas em 12%, com o objetivo de financiar o cinema nacional. Fernanda Montenegro destacou a importância de uma política para a indústria cinematográfica brasileira, afirmando que a cultura do país tem seu próprio valor e reconhecimento. Mateus Solano e outros artistas também se manifestaram, alertando sobre a perda da identidade cultural quando o cinema nacional não é exibido. Eles argumentam que, apesar do Brasil ser um grande mercado de streaming, a presença do conteúdo brasileiro nas plataformas é muito baixa.
Artistas brasileiros, incluindo Fernanda Montenegro, Mateus Solano, Paulo Betti, Malu Mader e Julio Andrade, lançaram uma campanha nas redes sociais em busca de regulação dos serviços de streaming no Brasil. A iniciativa, divulgada na quinta-feira, 8 de maio, visa a implementação de uma taxa de 12% sobre essas plataformas para financiar o cinema nacional.
Montenegro, em sua postagem, destacou a importância de uma política industrial cinematográfica. A atriz, com mais de 60 anos de carreira, afirmou: “Nossa cultura tem uma assinatura própria” e enfatizou a necessidade de regulação do streaming, semelhante a ações já adotadas por outras nações para estimular suas indústrias.
Mateus Solano também se manifestou, compartilhando um vídeo onde diversos artistas do setor audiovisual pedem apoio dos parlamentares para conter o que chamam de “apetite colonial” das empresas estrangeiras. Julio Andrade ressaltou que a ausência do cinema nas telas significa a perda não apenas da arte, mas também da identidade cultural brasileira.
A proposta de taxação visa destinar os recursos à Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), que financia obras audiovisuais. O Brasil, um dos maiores mercados de streaming do mundo, enfrenta um paradoxo: “Estamos nas estatísticas de lucro, mas não nos catálogos”, afirmam os artistas, clamando por uma maior visibilidade do cinema nacional nas plataformas digitais.
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