A imagem do brasileiro na China é muitas vezes ligada a estereótipos de alegria e descontração, como o personagem Leôncio da novela “Escrava Isaura”, que foi mal interpretado. No entanto, esforços recentes buscam mudar essa percepção. A atriz brasileira Daniela Tassy, por exemplo, teve um papel importante no filme “Terra à Deriva”, que se tornou um grande sucesso na China. Embora músicos de bossa nova e samba sejam bem reconhecidos, muitos personagens brasileiros em livros e na TV ainda caem em clichês. Jorge Amado e Paulo Coelho são os autores brasileiros mais lidos na China, mas a presença de brasileiros em histórias é rara e geralmente ligada a estereótipos de festa. Nos últimos anos, o governo chinês tem trabalhado para mudar essa imagem, incentivando produções que apresentem brasileiros de forma mais diversificada.
Recentemente, a imagem do brasileiro na China tem sido alvo de esforços para desconstruir estereótipos. A atriz Daniela Tassy, que atua na continuação do filme “Terra à Deriva”, é um exemplo dessa mudança. O filme, um sucesso de ficção científica, atraiu mais de 120 milhões de espectadores.
Historicamente, a representação do brasileiro na China é marcada por clichês de alegria e descontração, simbolizados pelo personagem Leôncio da novela “Escrava Isaura”. Exibida em mais de oitenta países, a novela foi a primeira telenovela estrangeira a ser transmitida na TV chinesa e já foi reprisada 26 vezes. O tradutor e professor de português em Xangai, Bai Cheng, observa que nomes como João Gilberto e Tom Jobim são bem recebidos, enquanto Leôncio é visto como um nome comum.
Mudanças na Representação
A música brasileira, especialmente a bossa nova e o samba, é popular na China, sendo tocada em restaurantes e transportes públicos. No entanto, grupos de samba formados na China, como o Quebra Cavaco e o Golden Brazilians, têm se destacado em um mercado sem concorrência. O grupo Templo do Samba, criado em 2006, mistura ritmos tradicionais com influências do samba.
Na literatura, Jorge Amado e Paulo Coelho são os autores brasileiros mais lidos na China. Amado, com quinze títulos, é o mais publicado, enquanto Coelho, com doze, é o mais vendido. Bai Cheng destaca que a literatura chinesa raramente apresenta personagens brasileiros, que costumam ser associados a estereótipos festivos.
Iniciativas para Quebrar Clichês
Nos últimos três anos, iniciativas têm sido implementadas para mudar essa percepção. O governo chinês, influenciado pelo Brics, criou um grupo de trabalho para incentivar obras que apresentem os brasileiros de forma mais diversificada. A inclusão de Daniela Tassy em “Terra à Deriva” é um passo significativo nesse esforço, mostrando que a representação brasileira na China está em transformação.
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