Luiz Schwarcz, fundador da Companhia das Letras, lançou um livro chamado “O Primeiro Leitor”, onde fala sobre sua carreira e a relação entre editores e autores. Durante uma entrevista, ele se mostrou desconfortável ao falar sobre suas conquistas, como quando pediu a Lula mais compras de livros para escolas públicas. Schwarcz fundou a Companhia em 1986 e hoje a editora é uma das maiores do Brasil, com 11% do mercado. No livro, ele compartilha lições sobre a profissão de editor e histórias de autores famosos, como Rubem Fonseca e Susan Sontag. Ele discute a importância de ser um editor discreto e profissional, e critica a ideia de que um editor deve ser apenas um gênio criativo. Schwarcz também reflete sobre seu passado, reconhecendo que seu ego cresceu com o sucesso, mas que aprendeu a ser mais humilde. Ele menciona que gostaria de continuar trabalhando na editora, mas em um papel diferente no futuro. O livro tem 304 páginas e está disponível em formato físico e digital.
Luiz Schwarcz, fundador da Companhia das Letras, lançou o livro “O Primeiro Leitor” em São Paulo, onde compartilha experiências de sua carreira e reflexões sobre a relação entre editores e autores. O lançamento ocorreu na quarta-feira, 14, na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi.
Durante a apresentação, Schwarcz comentou sobre uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde discutiram a necessidade de mais compras de livros para escolas públicas. Ele se mostrou desconfortável ao falar sobre sua participação em eventos, afirmando que não gosta de se colocar como protagonista.
“O Primeiro Leitor” alterna entre capítulos que abordam a função do editor e relatos sobre figuras importantes em sua vida. O livro inclui histórias sobre autores renomados, como Jô Soares e Rubem Fonseca, além de lições sobre a condução de uma editora. Schwarcz enfatiza a importância da “entrega ilimitada” e da “obrigação de se tornar invisível” na relação entre editor e autor.
O editor, que atualmente tem 68 anos, reflete sobre sua trajetória e reconhece que, no início de sua carreira, seu ego era exacerbado pelo sucesso. Ele atribui essa fase a um “desvio por causa do sucesso” e destaca a importância da autocrítica. Schwarcz também menciona que a Companhia das Letras busca ampliar seu alcance, investindo em gêneros populares e literatura jovem.
Sobre o futuro, Schwarcz admite que pensa na aposentadoria, mas deseja continuar atuando na área editorial. Ele planeja, em um futuro próximo, deixar a posição de CEO e se dedicar à escolha de livros que deseja editar.
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