- O pesquisador Joe Bennett identifica dois estilos dominantes em finalistas do Eurovision: o euro-banger, com energia alta e 120 BPM ou mais, e as baladas lentas, próximas de 70 BPM.
- Exemplos de euro-bangers incluem Euphoria, Heroes; já as baladas destacadas são Amar Pelos Dois e Arcade.
- Segundo Bennett, as canções costumam explorar seis temas líricos: amor, união, afirmação própria, festa, história e fazer música.
- Canções de autoafirmação costumam ter bom desempenho, como mostrou Rise Like a Phoenix, de Conchita Wurst, que não foi apenas gimmick, mas uma performance vocal forte.
- Tendência atual aponta para maior presença de tom menor entre as finalistas, apesar de alguns casos de sucesso com tom maior para se destacar.
Foi publicado um estudo sobre o que costuma levar à vitória no Eurovision. Segundo especialistas, cerca de 163 milhões de pessoas assistiram ao concurso no ano anterior, o que demonstra a variedade de escolhas dos candidatos.
O pesquisador Joe Bennett, musicólogo da Berklee College of Music, analisou centenas de finalistas e identificou dois estilos dominantes. Um é o euro-banger, com batidas rápidas e produção com sintetizadores. O outro são as baladas lentas, com andamento próximo de 70 BPM.
Duas correntes de sucesso
Entre os exemplos citados estão vencedores como Euphoria, de Loreen (2012), e Heroes, de Måns Zelmerlöw (2015). Baladas como Amar Pelos Dois, de Salvador Sobral (2017), também aparecem como referências. Bennett afirma que músicas com temas de autoafirmação têm boa performance.
Conchita Wurst, em Rise Like a Phoenix (2014), é citada para ilustrar o efeito da autoafirmação na vitória. O pesquisador ressalta que as canções costumam se enquadrar em seis temas líricos: amor, união, autoafirmação, festa, história e fazer música.
O papel das tonalidades
A análise mostra que canções em tonalidade menor vêm ganhando espaço. Em 2023, 85% dos finalistas estavam em menor, segundo a Press Association. Nos últimos 20 anos, apenas duas vitórias ocorreram com tonalidade maior, em 2011 e 2017.
Especialistas destacam também a ideia de “sensibilidade de fontes”: a percepção do contexto influencia a interpretação de uma música. Um breve trecho de techno pode remeter a um clube noturno, por exemplo.
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