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Exposição Dichotomie une Brasil e Europa com arte enterrada na natureza em Genebra

A exposição "Dichotomie", que une Brasil e Europa, estreia em Genebra com obras do artista indígena Txatxu Pataxó.

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A exposição “Dichotomie” será inaugurada em 27 de maio na Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, em Genebra. A artista, que vive na Europa, mantém uma forte conexão com o Brasil e criou as obras em Genebra. Depois, enviou as telas para o artista indígena Txatxu Pataxó, que fez intervenções e enterrou as obras por um ano ao pé de uma gameleira, resultando em relevos interessantes. A artista começou a enterrar suas obras em 2003, quando morava nos Pireneus, e decidiu trabalhar em parceria com a natureza. Ela utiliza materiais naturais e tintas ecológicas, e considera sua arte uma oferenda à natureza. Apesar de algumas obras se danificarem, ela não se abala com isso. A artista também falou sobre seu casamento de 45 anos com Paulo Coelho, destacando a admiração mútua e a conexão espiritual entre eles. Eles já colaboraram em projetos artísticos, mas atualmente trabalham mais individualmente, embora coincidências ainda ocorram em seus trabalhos.

A exposição “Dichotomie” será inaugurada em 27 de maio na Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, em Genebra. A artista, que mantém uma forte conexão com o Brasil, desenvolveu obras que interagem com a natureza. As telas foram criadas na Europa e, posteriormente, enviadas ao artista indígena Txatxu Pataxó, na Bahia, que fez interferências e enterrou as obras por um ano ao pé de uma gameleira.

A técnica de enterramento foi iniciada pela artista em 2003, enquanto vivia nos Pireneus, na Espanha. Ela começou a trabalhar ao ar livre devido ao cheiro da tinta, permitindo que elementos naturais, como insetos e folhas, interagissem com suas criações. A artista considera sua obra uma *oferta à natureza*, onde minerais e ciclos naturais influenciam o resultado final.

“Perdi pouquíssimas obras”, afirma a artista, que utiliza materiais ecológicos, como telas de juta e tintas naturais. Para evitar danos, aplica um fixador após a finalização das obras. A fundação em Genebra é um dos muitos projetos que a artista desenvolve em parceria com Paulo Coelho, com quem está casada há 45 anos.

Sobre a longevidade do relacionamento, a artista destaca a importância da admiração mútua e da conexão espiritual. O casal compartilha propósitos de vida semelhantes e, mesmo trabalhando em projetos individuais, frequentemente se influenciam. Enquanto a artista desenvolve sua exposição, Coelho trabalha em uma ópera inspirada no poema I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, para a COP30.

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