Uma nova versão de “Hamlet”, chamada “Hamlet hail to the thief”, estreou em Manchester, misturando a peça de Shakespeare com o álbum “Hail to the Thief” do Radiohead. A adaptação, que fica em cartaz até 18 de maio, é dirigida por Christine Jones e Steven Hoggett e tem a participação do vocalista Thom Yorke. A história é resumida em menos de duas horas, com foco na música e na parte visual. Os atores dançam e se movem de forma intensa, enquanto a música do Radiohead é tocada ao fundo. Samuel Blenkin interpreta Hamlet, enquanto Paul Hilton faz o papel de Cláudio, o tio de Hamlet. A produção tem uma estética escura e monocromática, mas alguns personagens não são bem desenvolvidos, o que pode fazer com que suas histórias pareçam vazias. Apesar de ser uma experiência interessante, a mistura de Shakespeare com a música do Radiohead pode não agradar a todos. Os cantores trazem uma nova beleza às músicas, mas a adaptação pode parecer que a música foi mais importante que o texto original.
Uma nova adaptação de “Hamlet”, intitulada “Hamlet hail to the thief”, estreou em Manchester, misturando a obra de Shakespeare com o álbum “Hail to the Thief” do Radiohead. A produção, que fica em cartaz até 18 de maio, é codirigida por Christine Jones e Steven Hoggett.
A peça apresenta uma abordagem inovadora, intercalando a narrativa clássica com a música da banda britânica. O álbum de 2003 é utilizado para ressoar com os temas de usurpação e vingança presentes na obra de Shakespeare. A primeira frase do álbum, “Você é um sonhador / Para colocar o mundo em ordem?”, ecoa o famoso discurso de Hamlet sobre o tempo e a necessidade de reparação.
“Hamlet hail to the thief” destaca-se pela duração reduzida de menos de duas horas e pela forte ênfase na música e no visual. A ação no palco é acompanhada por trechos e riffs das canções do Radiohead, com músicos tocando em um fundo de vidro. A coreografia, supervisionada por Tom Brady, inclui movimentos de dança que evocam uma atmosfera de tensão e ameaça.
Os personagens principais são interpretados por Samuel Blenkin, que traz uma mistura de teimosia e tédio ao papel de Hamlet, e Paul Hilton, que apresenta um Cláudio nervoso e culpado. A produção, no entanto, tem sido criticada por não desenvolver adequadamente os outros personagens, tornando suas histórias menos impactantes.
A cenografia, criada pelo coletivo AMP Scenography, utiliza uma estética monocromática que, embora habilidosa, pode parecer comum em produções contemporâneas. A dança e a música, embora cativantes, podem desviar a atenção do drama central, resultando em um efeito que diminui a energia da narrativa. A produção busca recontar “Hamlet” de uma forma que transcende a linguagem, mas isso pode ser visto como uma ambição arriscada.
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