No Palacete do Conde Lara, em São Paulo, acontece a exposição “Na Ponta da Língua”, que vai até 15 de maio. A mostra reúne obras de artistas famosos e novos, explorando a conexão entre arte, comida e desejo. A diretora artística, Carolina Carreteiro, explica que a exposição busca refletir sobre a efemeridade da comida e a vida, usando a ideia de natureza-morta para ampliar essa discussão. Algumas obras foram feitas especialmente para a exposição, enquanto outras vêm de coleções conhecidas. Carreteiro também fala sobre a necessidade de regras no mercado de arte, que cresceu muito, mas carece de regulamentação. Ela defende a criação de códigos de ética para melhorar as relações no setor e destaca que a falta de transparência prejudica os artistas. A entrada para a exposição é gratuita e o local fica na Rua Libero Badaró, 336.
No centro de São Paulo, o Palacete do Conde Lara abriga a exposição “Na Ponta da Língua”, que ficará em cartaz até 15 de maio. A mostra, organizada pelo projeto ORA, reúne obras de artistas renomados e contemporâneos, explorando a intersecção entre arte, comida e desejo.
A exposição apresenta uma variedade de obras que evocam temas como efemeridade, partilha e prazer. A diretora artística Carolina Carreteiro destaca que a proposta busca refletir sobre a fisicalidade e a transformação da comida, que, assim como a vida, se deteriora com o tempo. A mostra amplia o conceito de natureza-morta, trazendo uma nova perspectiva sobre a vida e a morte.
Entre os artistas expostos estão Cândido Portinari, Estêvão Silva e Nicholas Steinmetz, além de obras criadas especialmente para a exposição por Douglas de Souza, Ottavia Delfanti e Miguel Nassif. Carreteiro ressalta que a combinação de artistas consagrados e emergentes gera um diálogo enriquecedor, trazendo frescor ao antigo e legitimando o novo.
Mercado de Arte
Carreteiro também aborda a falta de regulamentação no mercado de arte, que tem crescido significativamente nos últimos anos. Ela defende a necessidade de códigos de ética e boas práticas que organizem as relações no setor. A ausência de normas claras, segundo ela, favorece práticas desiguais e prejudica a classe artística.
A diretora enfatiza que a cultura do silêncio em torno das transações artísticas enfraquece a mobilização coletiva por reconhecimento institucional. A proposta é que, assim como em outras profissões, o mercado de arte adote parâmetros éticos que garantam direitos, como o direito de sequência, que asseguraria aos artistas uma porcentagem sobre revendas de suas obras.
A exposição “Na Ponta da Língua” está localizada na Rua Libero Badaró, 336 e a entrada é gratuita.
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