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Karim Aïnouz assume papel de mentor no Festival de Cannes com curtas do Ceará

Karim Aïnouz volta ao Festival de Cannes como mentor, apresentando curtas de jovens cineastas brasileiros, enquanto seu novo filme ainda está em pós-produção.

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Karim Aïnouz, um diretor cearense conhecido, vai voltar ao Festival de Cannes, mas desta vez como mentor na Quinzena dos Realizadores. Ele vai ajudar a exibir curtas-metragens de jovens cineastas brasileiros. Os curtas que serão mostrados incluem “A fera do mangue”, “A Vaqueira, a dançarina e o porco”, “Ponto cego” e “Como ler o vento”. Aïnouz acredita que essa é uma boa chance para os novos diretores avançarem com seus projetos de longas-metragens. Ele também destaca a importância de dar visibilidade aos profissionais do cinema cearense que trabalharam nos curtas. Embora muitos esperassem que seu novo filme, “Rosebush Pruning”, fosse apresentado no festival, Aïnouz informou que ele ainda está em pós-produção e não será exibido. O diretor comentou que, mesmo que o filme estivesse pronto, não seria ideal apresentá-lo no festival por três anos seguidos. Ele está animado com o filme e planeja lançá-lo em algum festival antes de sua estreia comercial.

Karim Aïnouz, diretor cearense, retorna ao Festival de Cannes nesta terça-feira (13) como mentor na Quinzena dos Realizadores. Ele não competirá com seu novo filme, “Rosebush Pruning”, que ainda está em pós-produção.

Aïnouz, que já participou do festival com “O jogo da rainha” e “Motel Destino”, irá apresentar quatro curtas-metragens de jovens cineastas brasileiros. Os curtas foram desenvolvidos sob sua orientação no projeto Directors’ Factory, que conecta realizadores brasileiros a cineastas internacionais. As obras exibidas incluem:

1. “A fera do mangue”, de Wara (Ceará) e Sivan Noam Shimon (Israel);

2. “A Vaqueira, a dançarina e o porco”, de Stella Carneiro (Alagoas) e Ary Zara (Portugal);

3. “Ponto cego”, de Luciana Vieira (Ceará) e Marcel Beltrán (Cuba);

4. “Como ler o vento”, de Bernardo Ale Abinader (Amazonas) e Sharon Hakim (França).

O diretor destacou a importância de ajudar novos talentos a avançar em seus projetos de longas-metragens. Ele relembrou sua própria experiência em 1997, quando participou de um laboratório de roteiro em Paris e visitou Cannes.

Além de promover os curtas, Aïnouz ressaltou a contribuição de mais de 100 profissionais do cinema cearense envolvidos nas produções. Embora muitos esperassem que “Rosebush Pruning” fosse exibido, Aïnouz afirmou que o filme ainda precisa de tempo para ser finalizado. Ele mencionou que a intenção é apresentar a obra em festivais antes do lançamento comercial, previsto para o final deste ano ou início do próximo.

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