Cristóbal Colón, um navegador genovês, fez quatro viagens à América, acreditando que havia encontrado uma rota para a Ásia. Durante uma dessas viagens, ele comprou um livro em latim chamado “Livro de Marco Polo”, que o fascinou. Colón fez mais de 800 anotações no livro, tentando relacionar suas descobertas com as aventuras de Marco Polo. O livro, que já era popular na Europa, ajudou Colón a mapear suas jornadas, embora ele não soubesse que havia descoberto um novo continente. A exposição “El viaje del conocimiento”, no Arquivo de Indias, mostra a importância desse livro na formação do Novo Mundo, com peças raras e anotações de Colón. A mostra destaca também o papel das universidades espanholas na disseminação do conhecimento durante a época da exploração, especialmente a Universidade de Sevilla, que foi fundamental na tradução do livro para o espanhol em 1503. A exposição, que atraiu mais de 40 mil visitantes, explora como o “Livro de Marco Polo” influenciou a visão de mundo na Europa e como Sevilla se tornou um centro de conhecimento e cultura durante a primeira globalização.
Exposição “El viaje del conocimiento”
A exposição “El viaje del conocimiento” no Arquivo de Indias, em Sevilha, destaca a influência do Livro de Marco Polo na exploração do Novo Mundo. A mostra, que ficará aberta até julho, apresenta oitenta peças raras, incluindo anotações de Cristóbal Colón.
Entre as relíquias, estão anotações de Colón em uma edição do Livro de Maravilhas, que ele adquiriu em Gouda, Países Baixos, durante suas viagens. O almirante fez mais de oitocentas anotações sobre geografia e riquezas, buscando conexões entre suas descobertas e as narrativas de Polo.
Importância do Livro de Marco Polo
O Livro de Marco Polo, escrito em 1298, se tornou um best-seller na Europa, influenciando exploradores e acadêmicos. O clérigo Rodrigo Fernández de Santaella, fundador da Universidade de Sevilha, traduziu a obra para o espanhol em 1503, facilitando sua disseminação.
A exposição também revela a importância das universidades espanholas na troca de conhecimento durante a primeira globalização. O comissário da mostra, Luis Méndez, destaca que a Universidade de Sevilha foi fundamental na propagação das ideias humanistas na América e Filipinas.
Atrações da Exposição
Entre os itens em exibição, estão um retrato de Santaella por Francisco de Zurbarán e a primeira imagem gravada do mundo, datada de 1493. A mostra já atraiu mais de 40 mil visitantes e apresenta documentos inéditos da Biblioteca Colombina e da Catedral de Sevilha.
Méndez ressalta que a exposição ilustra os intercâmbios culturais entre Europa, América e Ásia, evidenciando o papel das universidades na formação de uma rede de conhecimento. A iniciativa celebra os 520 anos da Universidade de Sevilha, que se destacou na fundação de instituições de ensino em territórios ultramarinos.
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