Yasunao Tone, um compositor e artista do movimento Fluxus, faleceu aos 90 anos devido a complicações relacionadas à idade. Seu falecimento foi anunciado pela Artists Space, que realizou sua primeira retrospectiva nos Estados Unidos em 2023. Tone era conhecido por suas inovações na música experimental, criando partituras que pareciam obras de arte e performances que usavam materiais inusitados, como gelo, para alterar instrumentos. Ele buscava romper com as tradições musicais, utilizando métodos não convencionais de produção de som. Nascido em Tóquio em 1935, Tone se formou em literatura japonesa e se envolveu com a música na universidade. Em 1961, cofundou o Group Ongaku e começou a usar partituras gráficas. Sua obra foi influenciada por John Cage e ele se tornou parte do movimento Fluxus, que promovia a arte como uma atividade cotidiana. Após se mudar para os Estados Unidos em 1972, Tone explorou a música como ruído e trabalhou com tecnologia digital e inteligência artificial. Ele acreditava que a música poderia mudar a percepção do mundo e desafiava a ideia de que todos deveriam ouvir o mesmo som em um concerto.
Yasunao Tone, compositor e artista do movimento Fluxus, faleceu aos 90 anos devido a complicações relacionadas à idade. O anúncio foi feito pela Artists Space, que realizou sua primeira retrospectiva nos Estados Unidos em 2023.
Tone era conhecido por suas inovações na música experimental, criando partituras que se assemelhavam a obras de arte abstrata e performances que utilizavam materiais inusitados, como gelo, para alterar instrumentos. Seu trabalho desafiava as tradições musicais, buscando novas formas de produção sonora. Em suas palavras, “é natural para artistas desviar-se” do convencional.
Nascido em Tóquio em 1935, Tone formou-se em literatura japonesa pela Universidade de Chiba em 1957. Sua tese abordou Dada e Surrealismo, e ele se envolveu com outros estudantes interessados em música. Em 1961, cofundou o Grupo Ongaku, um coletivo que se destacava pela improvisação.
Contribuições e Colaborações
Tone utilizou partituras gráficas, inspiradas em John Cage, e ganhou notoriedade internacional quando sua obra “Anagram for Strings” foi publicada por George Maciunas. Ao se mudar para os Estados Unidos em 1972, sua música evoluiu para um estilo mais experimental, caracterizado por sons que ele descreveu como “um parasita sem hospedeiro”.
Durante sua carreira, Tone colaborou com artistas renomados, como Nam June Paik e Yoko Ono, que afirmou que sua música desafiaria as noções tradicionais de música asiática. Nos últimos anos, Tone explorou a tecnologia digital e a inteligência artificial, desenvolvendo projetos que questionavam a lógica da produção musical.
A curadora da retrospectiva de Tone, Danielle A. Jackson, destacou que suas obras “abriram portas para muitos compositores e experimentalistas sonoros”. O impacto de Tone na música experimental é amplamente reconhecido, e sua contribuição continua a influenciar artistas contemporâneos.
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