O Festival de Cannes continua com a exibição de “Sirat”, do espanhol Oliver Laxe, e “Dossier 137”, do francês Dominik Moll. A organização do festival tomou a decisão de proibir a presença de um ator acusado de agressões sexuais na estreia de “Dossier 137”. Além disso, houve uma homenagem à fotojornalista palestina Fatima Hassouna, que morreu em um bombardeio em Gaza. O filme “Sirat” conta a história de um pai e seu filho que viajam ao Marrocos em busca da filha desaparecida. Fatima Hassouna, que tinha 25 anos, era a protagonista de um documentário que será exibido no festival. Sua morte e a de sua família chocaram o mundo do cinema. Durante a abertura do festival, muitos cineastas assinaram uma carta denunciando a situação em Gaza. A presidente do júri, Juliette Binoche, também prestou homenagem a Hassouna, lembrando os reféns e a violência que ocorre na região.
A mostra competitiva do Festival de Cannes segue nesta quinta-feira, 15 de maio, com a exibição de “Sirat”, do espanhol Oliver Laxe, e “Dossier 137”, do francês Dominik Moll. O festival também prestou homenagem à fotojornalista palestina Fatima Hassouna, que faleceu em Gaza.
“Sirat” narra a jornada de um pai e seu filho em busca da filha desaparecida em uma festa no deserto marroquino. Laxe, que compete pela primeira vez pela Palma de Ouro, destaca-se com este trabalho. Já “Dossier 137” é um thriller policial que também está na disputa pelo prêmio máximo.
A organização do festival tomou uma medida inédita ao proibir a presença de um ator coadjuvante de “Dossier 137”, acusado de agressões sexuais. Ao todo, 22 filmes estão na corrida pela Palma de Ouro, incluindo o brasileiro “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
Homenagem a Fatima Hassouna
O festival também lembrou a fotojornalista Fatima Hassouna, que morreu aos 25 anos em um bombardeio israelense em Gaza. O documentário “Put Your Soul on Your Hand and Walk”, da cineasta iraniana Sepideh Farsi, retrata a vida de Hassouna e suas conversas com a diretora, que estava em Paris.
Farsi revelou que, um dia antes da morte de Hassouna, ela recebeu a notícia de que seu filme havia sido selecionado para Cannes. A cineasta expressou sua crença de que a jovem poderia viajar e que a guerra terminaria, mas a realidade superou suas expectativas.
Na cerimônia de abertura, a presidente do júri, Juliette Binoche, homenageou Hassouna, ressaltando que ela “deveria estar aqui entre nós”. O festival também foi palco de uma manifestação, com mais de 380 nomes do cinema denunciando o que chamaram de “genocídio em Gaza”.
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