Karol Conká, uma artista de rap de Curitiba, está celebrando 25 anos de carreira. Em uma entrevista, ela reflete sobre sua trajetória, desde os tempos em que começou a cantar aos 16 anos, até sua participação no Big Brother Brasil 21, que a tornou ainda mais conhecida. Karol fala sobre a importância do deboche em sua arte e como isso faz parte de sua personalidade. Ela menciona que, no início, enfrentou dificuldades para gravar suas músicas e que o MySpace foi fundamental para sua divulgação. Ao longo dos anos, suas letras evoluíram, abordando temas de autoestima e aceitação, sempre com um tom provocativo. Karol também discute sua experiência no BBB, onde sentiu a hipocrisia do público, mas aprendeu a lidar com a rejeição. Ela destaca a importância de sua amizade com Peppa, sua mentora, que a incentivou a ser autêntica e a soltar sua voz. Karol se vê como uma referência para novas artistas e planeja continuar lançando músicas que refletem sua jornada e suas experiências.
Karol Conká, artista de rap curitibana, celebra 25 anos de carreira em uma entrevista onde reflete sobre sua trajetória e a importância do deboche em sua arte. A artista, que começou sua carreira aos 16 anos, destaca o impacto da perda de sua amiga e mentora, Peppa, e como isso influenciou sua música.
Durante a conversa, Karol relembra seus primeiros passos na música, quando gravava suas canções na casa de produtores em Curitiba. Ela menciona que, apesar das dificuldades, sua coragem foi fundamental para que sua arte fosse ouvida. “Sou muito feliz de ter tido essa coragem”, afirma. A artista também fala sobre sua evolução musical, reconhecendo que suas letras, antes mais densas, agora buscam ser mais acessíveis.
O Deboche como Identidade
Karol Conká discute a relevância do deboche em sua personalidade e carreira. Ela menciona que, durante sua participação no Big Brother Brasil 21, seu estilo provocativo foi amplamente discutido. “O deboche é um ingrediente muito bom para se peitar uma sociedade que gosta de desmoralizar mulheres pretas”, explica. A artista acredita que essa característica a ajudou a se destacar e a ser ouvida no cenário musical.
A artista também reflete sobre sua relação com a maternidade e como seu filho, Jorge, de 19 anos, está começando sua própria carreira musical. Karol expressa orgulho e apoio ao ver o filho se aventurando na música, ressaltando a importância de respeitar sua individualidade.
Olhando para o Futuro
Karol Conká planeja continuar sua trajetória musical, com lançamentos que refletem sua evolução ao longo dos anos. Ela se sente uma referência para novas artistas negras no rap e destaca a importância de sua voz na luta por autoestima e aceitação. “Quero ser a Mulher do Fim do Mundo”, conclui, referindo-se à sua inspiração em Elza Soares. A artista reafirma seu compromisso com a arte e a luta por representatividade no cenário musical brasileiro.
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