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Sergei Loznitsa alerta sobre totalitarismo em filme exibido no Festival de Cannes

Filmes no Festival de Cannes abordam totalitarismo e relações intergeracionais, destacando a repressão na Rússia e a vida em uma fazenda na Alemanha.

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No Festival de Cannes, o cineasta ucraniano Sergei Loznitsa apresentou seu filme “Two prosecutors”, que fala sobre a repressão na Rússia soviética sob Stalin e faz comparações com a atual política russa e americana. O filme conta a história de um jovem promotor que tenta investigar abusos em um centro de detenção em 1937, mas enfrenta a máquina totalitária que silencia vozes dissidentes. Loznitsa destacou que, embora a Rússia de hoje seja diferente da União Soviética, a essência da opressão é a mesma. Ele também alertou que a divisão política nos Estados Unidos pode levar a um cenário autoritário. Outro filme exibido foi “Sound of falling”, da diretora alemã Mascha Schilinski, que explora as relações entre mulheres em uma fazenda na Alemanha, abordando temas como morte e inocência.

O Festival de Cannes, um dos mais prestigiados eventos cinematográficos do mundo, recebeu o filme “Two prosecutors” do diretor ucraniano Sergei Loznitsa. A obra, exibida na quarta-feira, retrata a repressão na Rússia soviética sob o regime de Stalin e faz paralelos com a atualidade da Rússia e a política nos Estados Unidos.

A trama, baseada em um conto de Georgy Demidov, segue um jovem promotor idealista que busca investigar maus-tratos em um centro de detenção em 1937. Loznitsa destacou que a mensagem do filme é um alerta sobre a ingênua esperança de que a verdade prevaleça em sociedades totalitárias. O diretor afirmou que, embora a Rússia atual seja diferente da soviética, a essência da repressão permanece.

Em sua análise, Loznitsa afirmou que a Rússia de Vladimir Putin se assemelha à União Soviética, enfatizando que a dissidência é silenciada. Ele também levantou questões sobre a polarização política nos Estados Unidos, onde a oposição critica Donald Trump como autoritário, enquanto o ex-presidente aponta investigações contra ele como uma forma de opressão.

Outros Destaques do Festival

Outro filme em destaque foi “Sound of falling”, da diretora alemã Mascha Schilinski. A obra explora as relações intergeracionais em uma fazenda na Alemanha, abordando temas como morte, sexo e a inocência infantil. Schilinski expressou sua alegria ao ser selecionada entre os 22 cineastas concorrentes à Palma de Ouro.

O filme apresenta episódios curtos que revelam a complexidade das relações entre mulheres ao longo das décadas. A diretora comentou que muitas personagens enfrentam a morte como uma forma de libertação, refletindo sobre a crueldade e a busca por liberdade em suas vidas. “Sound of falling” está previsto para estrear na Alemanha em setembro.

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