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Cannes presta homenagem a jornalista morta em ataque de Israel

Fatma Hassouna, fotojornalista palestina morta em Gaza, foi homenageada no Festival de Cannes, que também apresentou estreias marcantes.

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Fatma Hassouna, uma fotojornalista palestina, foi homenageada no Festival de Cannes após ser morta em um ataque israelense na Faixa de Gaza. Durante a exibição do documentário “Put Your Soul on Your Hand and Walk”, da diretora iraniana Sepideh Farsi, que mostra os bombardeios em Gaza, a atriz Juliette Binoche, presidente do júri, fez um discurso em memória de Hassouna, destacando a importância de lembrar as vítimas do conflito. O festival também apresentou o primeiro filme iraquiano, “The President’s Cake”, que fala sobre a escassez de alimentos no Iraque nos anos 90, e “The Six Billion Dollar Man”, um documentário sobre Julian Assange. A Catalunha teve uma forte presença no evento, com filmes como “Romería” e “Sirat”, além de promover produções no Mercado do Filme. O Festival de Cannes de 2025 se destacou pela homenagem a Hassouna e pela diversidade de histórias apresentadas.

A fotojornalista palestina Fatma Hassouna, morta em um ataque israelense na Faixa de Gaza, foi homenageada no Festival de Cannes durante a exibição do documentário “Put Your Soul on Your Hand and Walk”, da diretora iraniana Sepideh Farsi. O filme, que retrata os bombardeios na região, destaca a realidade brutal enfrentada pelos habitantes de Gaza, com Hassouna como uma das principais vozes.

Na abertura do festival, a atriz Juliette Binoche, presidente do júri, fez um discurso em memória de Hassouna, ressaltando a importância de lembrar as vítimas do conflito. A diretora Farsi também expressou sua tristeza pela perda de Hassouna, enfatizando a necessidade de dar visibilidade à situação na Palestina.

Novidades no Festival

O Festival de Cannes também marcou a estreia de “The President’s Cake”, o primeiro filme iraquiano exibido no evento. Dirigido por Hasan Hadi, o longa aborda a escassez de alimentos no Iraque durante os anos 1990, através da história de uma menina que precisa fazer um bolo para o aniversário de Saddam Hussein. Além disso, o Egito retornou ao festival após nove anos, enquanto os Emirados Árabes Unidos fizeram sua estreia com “The Plague”.

O festival ainda apresentou “The Six Billion Dollar Man”, um documentário sobre Julian Assange, fundador do WikiLeaks. O filme, que deveria ter sido lançado no festival Sundance, revela os impactos de sua divulgação de documentos secretos sobre violações de direitos humanos nas guerras do Iraque e Afeganistão.

Destaques da Catalunha

A Catalunha teve uma forte presença no festival, com filmes como “Romería”, de Carla Simon, e “Sirat”, dirigido pelo francês Oliver Laxe. Além disso, a região participou do Mercado do Filme com 70 representantes, promovendo produções como “Magellan”, do filipino Lav Diaz, e “Sleepless City”, de Guillermo Galoe.

O Festival de Cannes de 2025 se destaca não apenas pela homenagem a Fatma Hassouna, mas também pela diversidade de vozes e histórias que refletem a complexidade do mundo contemporâneo.

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