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Cannes adota política de tolerância zero contra agressões sexuais em seu festival

Festival de Cannes adota política de tolerância zero contra agressões sexuais, expulsando figuras controversas e respondendo a denúncias recentes.

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O Festival de Cannes decidiu adotar uma política de tolerância zero em relação a acusações de agressões sexuais. Anteriormente, o festival foi criticado por permitir a presença de pessoas acusadas de violência, como Johnny Depp. Nesta edição, um ator foi proibido de entrar no evento devido a acusações de três violações, e um vice-presidente de um festival paralelo foi expulso após novas denúncias de violência sexual. Essas mudanças ocorreram após um relatório sobre agressões sexuais na cultura francesa e a condenação de Gérard Depardieu, que foi declarado culpado de agressão sexual. O festival também tomou medidas em relação a outros casos, como o de Théo Navarro-Mussy, que foi barrado após denúncias de violência por ex-parceiras. Além disso, uma mulher acusou publicamente um vice-presidente de outro festival durante um evento sobre violência de gênero. Essas ações refletem uma mudança significativa na forma como o festival lida com essas questões, buscando dar mais atenção às denúncias de violência sexual na indústria do cinema.

O Festival de Cannes implementou uma política de tolerância zero em relação a acusações de agressões sexuais nesta edição. A mudança ocorre após anos de críticas por permitir a presença de figuras controversas, como Johnny Depp, em edições anteriores.

Na atual edição, o festival proibiu o acesso ao ator Théo Navarro-Mussy, acusado de três violações, e expulsou um vice-presidente de um festival paralelo após novas denúncias de violência sexual. A decisão reflete a pressão crescente para que o festival tome uma posição firme contra a violência de gênero.

O contexto dessa mudança inclui um relatório parlamentar sobre agressões sexuais na cultura francesa, apresentado em abril, e a condenação do ator Gérard Depardieu, que foi declarado culpado de agressão sexual. A presidente do júri, Juliette Binoche, comentou que a relação entre a sentença de Depardieu e o movimento MeToo é evidente, destacando a necessidade de reflexão sobre figuras públicas.

A proibição de Navarro-Mussy foi justificada pelo delegado geral do festival, Thierry Frémaux, que afirmou que a decisão foi tomada devido à continuidade do caso. As três vítimas do ator anunciaram que apresentarão uma nova demanda civil.

Além disso, durante um evento paralelo, uma mulher acusou publicamente o vice-presidente da ACID, Reza Serkanian, de violência sexual. Os co-presidentes da ACID afirmaram que desconheciam as alegações e afastaram Serkanian de sua posição.

Essas ações marcam um ponto de virada no festival, que busca enfrentar a impunidade em casos de agressões sexuais. Filmes que abordam essa temática, como “La ola”, de Sebastián Lelio, também estão em destaque na programação.

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